A primeira vitória de Ney Franco no comando do São Paulo, em seu terceiro jogo como treinador da equipe, deixa o time provisoriamente no quinto lugar da classificação, com 19 pontos, ainda ao alcance de Grêmio e Botafogo. O Figueirense segue na zona de rebaixamento, em 18º, com oito pontos apenas. Os dois times têm seus próximos compromissos na quarta-feira, pela 12ª rodada. Às 19h30min, novamente em Florianópolis, o Figueirense recebe o Inter. Já o São Paulo entra em campo às 21h50min, diante do Atlético-GO, no Morumbi.
Gol-relâmpago
O primeiro tempo durou exatos 51 segundos. O São Paulo desceu para o ataque na primeira posse de bola, Denilson chutou prensado e a bola sobrou para Ademilson. O garoto aproveitou o erro da linha de impedimento e bateu de primeira para o gol, sem chances de defesa para Wilson. Depois disso, o São Paulo foi o mesmo time apático que arrancou vais da torcida na quarta-feira, na derrota para o Vasco. A diferença só era o placar favorável. Lances de relevância, só dois: um chute de Willian José e outro de Guilherme Santos, ambos para fora, sem sustos para os goleiros.
A etapa final começou bem mais movimentada, com Roni no lugar de Almir no time do Figueirense. Com a formação mais ofensiva, a equipe da casa passou a pressionar, perdendo boa chance com Júlio César. Num outro lance mais agudo, aos 13 minutos, Denis saiu mal do gol, escorregou, e Caio tinha a chance de cabecear para o gol na pequena área. Mas ele acertou a bola com o ombro e permitiu que João Filipe tirasse em cima da linha. Pouco antes, aos sete, Fred deu carrinho por trás em Ademilson e o gaúcho Anderson Daronco só deu amarelo – o atacante do São Paulo, machucado, teve que sair para entrar Rafinha. Mas o zagueiro do Figueirense queria mesmo ser expulso. Aos 24 ele puxou acintosamente Cortez pela camisa e recebeu o segundo amarelo.
Depois disso, o jogo voltou a ficar sem grandes emoções, repetindo o primeiro tempo. A única diferença era a violência, que o árbitro Anderson Daronco não conseguiu controlar. Com João Schmidt, de 19 anos, no time no lugar de Maicon, a marcação melhorou. E foi num contra-ataque que Willian José bateu forte e fez o segundo, já no último lance do jogo. Na comemoração, chorou.