“Um time que é difícil de se penetrar”, assim Muricy Ramalho define o Danubio, adversário desta quarta-feira na 2ª rodada do Grupo 2 da Copa Libertadores da América. E é justamente essa característica do time uruguaio que tem tirado o sono do São Paulo, lanterna da chave após a derrota para o Corinthians na estreia.
Embora Muricy veja o Danubio menos compactado do que o Timão comandado por Tite, a preocupação é quanto à forte marcação imposta pelas duas linhas de quatro à frente do goleiro Torgnacioli. O técnico tricolor acredita que seu time tem dificuldades para superar sistemas como esse, vide tropeços contra Penapolense, Chapecoense e Criciúma no ano passado.
"Todo mundo tem que jogar com a bola e marcar sem ela. Contra o Corinthians foi legal o time técnico em campo, com toque de bola, mas ninguém ia na área. É um defeito nosso, não entramos lá. Faço todo tipo de treinamento, forço entrar, mas é complicado mudar o jogador assim. Vamos sofrer em relação a isso mais vezes neste ano", prevê o comandante são-paulino.
O capitão Rogério Ceni concorda com a análise de Muricy Ramalho, mas é menos pessimista do que o treinador. o Mito pega como exemplo o jogo de sábado contra o Osasco Audax, quando os laterais e meias propuseram o jogo e se apresentaram no ataque para não deixar Alexandre Pato e Luis Fabiano isolados. Foi assim que os gols de Michel Bastos saíram no Morumbi, com infiltrações de Thiago Mendes e Souza.
São Paulo espera marcação forte do Danúbio
Tricolor irá enfrentar time uruguaio nesta quarta-feira