A partida não foi um primor de técnica, sobretudo pela falta de qualidade do time do Náutico, que mostra cada vez mais que merece estar na última posição. A única chance foi com Maikon Leite, aos três minutos, defendida por Ceni. De resto, desorganização, muitos erros e total apatia de uma equipe já praticamente rebaixada, mas que não foi desleal.
O Tricolor, se não teve uma atuação brilhante, fez sua parte. Dominou toda a partida, atacou bastante pelo lado esquerdo, pressionou e venceu com facilidade. Abriu o placar com Ademilson, após confusão na área, aos 30 minutos. Fez o básico para chegar ao intervalo na frente, sem muito esforço.
O golaço de Ganso foi o grande momento do segundo tempo, que teve o São Paulo ainda mais dominante. Os três marcadores ficaram para trás e o toque foi de muita categoria. Lance merecido para quem vinha sendo um dos principais jogadores durante a má fase.
Houve erros, mas a etapa final foi tranquila. Também graças à inoperância do Náutico. Mas o Tricolor soube como controlar as ações em campo. Tocou a bola, perdeu uma ou outra chance, não foi atacado e construiu um placar elástico para dar ainda mais moral à equipe, que chega a quatro partidas seguidas sem derrota. O marcador foi fechado aos 28, em belo chute de Welliton, que acabara de entrar. Noite de festa e alívio no Morumbi.