A derrota é a primeira do São Paulo em La Paz na Libertadores. Até então, eram três empates e uma vitória. O resultado preocupa porque a equipe vai ter que voltar à capital da Bolívia para pegar o The Strongest. No mesmo grupo também estão Atlético-MG e Arsenal de Sarandi, da Argentina.
Enquanto conseguiu jogar, o São Paulo viu grande atuação dos seus três principais nomes de frente. Jadson, Osvaldo e Luis Fabiano marcaram. O meia ainda deu duas assistência. Osvaldo somou um passe para gol na sua conta.
Se o Bolívar tinha como meta fazer cinco gols no São Paulo, logo teve que colocar mais dois na conta. Porque o time brasileiro mostrou que queria vencer e não apenas jogar com o regulamento embaixo do braço. Primeiro Luis Fabiano chutou e acertou o travessão. No escanteio subsequente, Jadson levantou na área, a zaga não tirou e o centroavante fez seu terceiro gol na Libertadores, o quarto em três jogos na temporada.
Como marcou fora de casa, o São Paulo só seria eliminado se levasse sete gols. Se ainda havia alguma dúvida de que a classificação estava selada, o time brasileiro tratou de ampliar o placar. E muito graças ao atacante Osvaldo. Aos 15 minutos, em mais uma jogada pela esquerda, ele levantou na área, Justiniano falhou e Jadson deu uma de centroavante. Dominou a bola, parou na frente do marcador, jogou para a esquerda e bateu no cantinho para fazer o segundo.
Para não fazer feio diante da torcida, o Bolívar tratou de atacar, enquanto o São Paulo começou a cansar. Aos 37 veio o primeiro gol, com Ferreira, aproveitando espaço deixado nas costas de Lúcio. Na segunda etapa, aos 13, depois que Luis Fabiano já havia saído para entrar Aloísio, o Bolívar fez o segundo, com Cabrera, de cabeça, em falha de marcação de Paulo Miranda.
Apesar da entrada de Cañete, o São Paulo não tinha mais fôlego para nada. E, para piorar, mostrava dificuldades em acertar o tempo de bola. Aos 24, após cobrança de falta, Cabrera marcou de novo e empatou. A virada veio num pênalti bobo feito por Rhodolfo, quando o zagueiro colocou a mão na bola. Ferreira bateu e fez. Ainda eram necessários mais cinco gols para o Bolívar se classificar. Mas, a torcida da casa, feliz, terminou o jogo gritando olé.