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São Paulo perde na Colômbia e Atlético Nacional está na final da Libertadores

Colombianos garantiram com 2 a 1 primeira decisão desde a derrota para o Grêmio em 1995

Com um pênalti aos 30 minutos da etapa final, paulistas encerraram participação com derrota por 2 a 1
Com um pênalti aos 30 minutos da etapa final, paulistas encerraram participação com derrota por 2 a 1 Foto : Raul Arboleda / AFP / CP
O São Paulo deu adeus à Libertadores com um desempenho em Medelín melhor do que apresentou frente à sua torcida, mas a derrota veio mesmo assim e o Atlético Nacional é que está na final para decidir o campeão da América. O 2 a 1, que gerou um agregado de 4 a 1 na ida e volta, garantiu os colombianos na primeira decisão continental desde 1995, quando foi derrotado pelo Grêmio. 

Para os paulistas, o adeus na semifinal da Libertadores acabou selado aos 30 minutos da etapa final. Foi quando Borja converteu um pênalti. Revoltados com a arbitragem do chileno Patricio Polic, Lugano e Wesley acabaram expulsos. Foram 10 minutos de paralisação até o jogo ser retomado. O saldo da confusão minou a chance do time.

No começo da partida, a missão de derrubar o melhor time da Libertadores parecia mais palpável aos nove minutos. Michel Bastos foi à linha de fundo e cruzou para o argentino Calleri, de cabeça, abrir o placar. Era a senha para aquela pálida luz no fim do túnel surgir. Mas um apagão defensivo permitiu ao Atlético Nacional igualar após a bola passar por Lugano e se encaminhar para Borja, o carrasco do Morumbi, aos 15 minutos.

O empate foi um golpe duro, mas o time demonstrou mais uma vez ser frio o suficiente para não se abalar. Calleri acertou o travessão em uma cabeçada logo depois e teve outra chance em seguida. O Atlético Nacional também começou a se acalmar, superou o susto e perdeu boas oportunidades antes do fim do primeiro tempo, concluído com um polêmico lance de pênalti a favor do São Paulo.

A boa atuação na primeira parte do jogo pouco alterou a missão do time paulista. Em vez de ter 90 minutos para fazer dois gols para minimamente levar aos pênaltis, teria 45 para também marcar outros dois para avançar à final. A urgência em atacar levou o técnico argentino Edgardo Bauza a mexer no segundo tempo, com a entrada de Alan Kardec na vaga do volante Hudson. Quem avança, se expõe, e o Nacional se aproveitou para assustar.

A necessidade de correr riscos gerou efeito contrário. O São Paulo ficou desorganizado e iniciou a se sentir sufocado pela falta de tempo. Eram 30 minutos e sem chutar a gol na etapa final, o time teve um pênalti marcado contra por toque de mão de Carlinhos para sepultar completamente o sonho. A partir disso, as expulsões e a certeza de eliminação, fizeram os minutos restantes serem protocolares para marcarem a despedida do São Paulo.