Nada de espetáculo e futebol bonito. O torcedor do São Paulo que for ao Morumbi nesta quinta-feira para o jogo contra o Nacional, do Paraguai, pode esperar a vitória, mas provavelmente não verá ainda o time ter aquele nível de atuação de encantar tão cobrado. O confronto acontece às 21h30min e cerca de apenas 18.707 ingressos foram vendidos.
Os jogadores agora encarnam o espírito guerreiro: o que vale, acima de tudo, é seguir bem vivo na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores. O volante Richarlysson justifica as más atuações recentes do time. "O Ricardo Gomes ainda não teve tempo de trabalhar uma equipe só, tem de ficar mudando muito o time por causa do excesso de jogos. As críticas são justas, mas por ora o nosso principal objetivo é vencer", afirmou o jogador.
O duelo não seria mesmo mais adequado para pensar nos três pontos. O Nacional é o lanterna do Grupo 2, não venceu ainda nenhuma partida e perdeu os três jogos que disputou. "A gente sabia que perder pontos fora para este time do Nacional já seria complicado. Agora ganhar em casa é uma obrigação para podermos jogar contra o Monterrey (no próximo dia 31) com um pouco mais de tranquilidade", lembrou o volante.
O técnico já tem a equipe definida. Só não ousa divulgá-la. A escalação permanece um mistério. Dúvidas mesmo apenas em duas posições: a lateral esquerda e o quarto homem do meio de campo. Na primeira, o favorito a ocupar uma vaga, quem diria, é Júnior César, que começou a temporada como reserva, mas vem ganhando oportunidades conforme as improvisações de Ricardo Gomes na função se mostram pouco eficazes.
O grande enigma está no meio. Jorge Wagner, Cléber Santana, Léo Lima e até Rodrigo Souto brigam por um lugar. Jean, Richarlyson e Hernanes já estão garantidos. No treino secreto que fez na antevéspera da partida, Jorge Wagner estava em campo. Resta ver se não era despiste do treinador.
São Paulo promete garra para derrotar o Nacional
Tricolor paulista enfrenta o lanterna do Grupo 2 no Morumbi, às 21h30min