A estratégia de Nilmar é pedir ao Al-Rayyan um empréstimo de um ano para um clube brasileiro. Para argumentar, dirá que aceita renovar o atual contrato por mais dois anos. O vínculo atual, assinado na transferência do ano passado, vai até junho de 2016, e poderia ser estendido até 2018, respeitando o limite máximo de cinco temporadas. Para voltar, Nilmar também já tem suas preferências: São Paulo – clube pelo qual nunca escondeu o interesse e no qual tem Jadson como amigo – e Inter, no qual foi revelado. Após sair do Corinthians, em 2007, ele voltou ao Colorado, e ficou até 2009.
Nilmar tem o conforto que queria no Al-Rayyan. Além do alto salário, o atacante não sofre pressão que teria na Europa ou no Brasil. Como se isso não bastasse, ele é considerado um dos melhores jogadores do país. Apesar das inúmeras vantagens, Nilmar vê com bons olhos o retorno ao Brasil em função da família e da possibilidade de disputar a sua segunda Copa do Mundo. A camisa 9 do time de Luiz Felipe Scolari, inclusive, é a menos badalada. Hoje, é vestida por Fred, tem Leandro Damião e Alexandre Pato como alternativas, mas nenhum é unanimidade.
Atualmente, Nilmar passa férias no Brasil, e está em Bandeirantes, no Paraná, onde nasceu. Ele só irá se reapresentar ao Al Rayyan no dia 9 de julho, para a temporada 2013/14, e prefere negociar pessoalmente. Não quer antecipar o pedido de liberação por empréstimo de um ano enquanto estiver no Brasil por receio de que o clube do Catar encerre as conversas de maneira precoce.