Apesar de ter deixado a zona do rebaixamento, com 30 pontos somados, o time depende de um tropeço do Vasco frente ao Flamengo neste domingo.
Na base de empolgação, os donos da casa saíram na frente logo aos cinco minutos. Ganso cobrou escanteio na medida e Antônio Carlos testou firme para a rede. O gol fez bem ao São Paulo, que passou a dominar amplamente a equipe baiana. Ganso jogando bem, Ademilson explorando a velocidade e Luis Fabiano cheio de gás. Tudo como planejado.
Com mais posse de bola e a defesa bem postada com Rodrigo Caio como terceiro zagueiro, Muricy Ramalho tinha pouco trabalho até então. Os jogadores passaram a trocar passes curtos e deixaram de atacar. Com uma chegada aqui e outra lá, o Vitória foi acordando e dando mais trabalho para a defesa mandante.
Até que, aos 33 minutos, Rogério Ceni saiu do gol, fez lambança e pênalti em Dinei. Na cobrança, Juan colocou para dentro. Mais reclamação pelo fato de o lateral-esquerdo ter escorregado na batida e tocado duas vezes na bola. No fim, de nada adiantou e o árbitro validou. A partir daí a coisa desandou. A equipe são-paulina voltou a se desestabilizar com um gol sofrido e a bagunça tática passou a ser nítida em campo. Por pouco os baianos não conseguiram a vitória na etapa inicial.
O nervosismo voltou com a equipe do São Paulo do vestiário. A ansiedade em resolver logo as jogadas fazia com que os erros fossem contínuos. A organização melhorou, mas nenhuma boa oportunidade nos primeiros minutos. O Vitória, mais fechadinho, se arriscava apenas nos contra-ataques.
Mesmo não fazendo uma boa partida, o Tricolor foi insistindo, até que a recompensa veio. Ademilson deu belo passe para Luis Fabiano que, tranquilo, tocou na saída de Wilson, aos 20 minutos. Alívio para a torcida presente no Morumbi e um balde de água fria para o baianos, que faziam um bom segundo tempo.
Mas a comemoração durou bem pouco. Logo em seguida, aos 24, Dinei igualou tudo de novo. Após bate e rebate na área e um chute de Escudero que virou cruzamento, o centroavante colocou para dentro. E o novo gol rival voltou a derrubar o psicológico são-paulino.
Na base da vontade e não da qualidade, o São Paulo passou a cruzar bolas na área. A pressão foi até o fim e o gol salvador saiu em cruzamento. Ganso levantou na área e, após trombada de Paulo Miranda com Wilson, o zagueiro Antônio Carlos voltou a deixar sua marca, aos 41 minutos – 3 a 2.