O Tricolor, que pegou uma Macaca fácil de ser batida, segue na zona de rebaixamento, na 18ª colocação. Mesmo assim, na base da empolgação do ídolo e novo comandante, respira na competição nacional. Com mais uma vitória na próxima rodada, tem chances de deixar o grupo dos quatro últimos.
No primeiro tempo, chances desperdiçadas
A saga do Tricolor no segundo turno do Brasileirão começou a mil por hora. Mais ligado no jogo do que de costume, os são-paulinos cansaram de criar chances nos primeiros 45 minutos. Se mostrando tensos na hora de decidir, no entanto, os atacantes não conseguiam colocar para dentro.
Luis Fabiano e Wellinton tiveram as melhores chances. E não foram uma ou duas. Bola para fora, defesa do goleiro Roberto, zagueiro travando a finalização. Nada dava certo.
A Ponte Preta, fechadinha e sem velocidade para contra-atacar, assustou em uma cabeçada de Willian e só. Maicon e Ganso, com toques precisos, dominaram o meio de campo. Porém, faltava mais movimentação para achar espaço. A dupla esteve sempre bem marcada.
Vitória, enfim
A pressão exercida pelo São Paulo teve sua recompensa logo aos dois minutos do segundo tempo. A Macaca deu mole na marcação e, após uma enfiada de bola de Paulo Henrique Ganso, Luis Fabiano colocou para o fundo da rede. O gol tirou um peso das costas do time do Morumbi.
A torcida cresceu com a equipe, que continuava pressionando os campineiros na defesa. Os visitantes quase não passaram do meio de campo nos dez primeiros minutos. Nem um lampejo de reação ponte-pretana aparecia no Morumbi.
O tempo foi passando e a "vontade" ofensiva do São Paulo foi ficando menor. Mesmo assim, o meio de campo ficou com a bola e passou a cozinhar a partida. E a Ponte nada de reagir. Tirando um cruzamento ou outro, Rogério Ceni foi praticamente um expectador dentro das quatro linhas.