Esportes

São Paulo vence Cruzeiro no Mineirão

Líder do Brasileirão leva 2 a 0 e perde invencibilidade no estádio

O São Paulo fez valer a freguesia no Brasileirão e bateu o Cruzeiro na noite desta quarta-feira, pela 27ª rodada. Tentando escapar das últimas colocações, o Tricolor Paulista aplicou 2 a 0 no líder do campeonato, que conheceu o primeiro revés no reformado estádio do Mineirão. A derrota, porém, não diminui a vantagem do Cruzeiro na ponta da tabela, já que pouco antes o Grêmio foi surpreendido em casa e foi derrotado por 2 a 1 pelo Criciúma. Os mineiros seguem com 59 pontos, enquanto os gremistas têm 48.

Para quem esperava um massacre cruzeirense, o equilíbrio do primeiro tempo foi surpreendente. Muricy Ramalho armou o São Paulo com Rodrigo Caio na zaga ao lado de Edson Silva, e Paulo Miranda preso na lateral-direita, com Douglas mais livre para atacar pelo setor. O ataque deixou a desejar com Aloísio e Ademilson, mas a Raposa não dominou o meio de campo como se esperava.

Ironicamente, o futebol bonito do líder do campeonato só foi visto na jogada que Willian concluiu muito mal, aos 31 minutos. Everton Ribeiro encontrou um raro espaço entre os zagueiros tricolores e enfiou para Ricardo Goulart, que tabelou com Willian, bateu cruzado e exigiu grande defesa de Denis. No rebote, com o gol escancarado, Willian conseguiu fazer o improvável: acertar a trave.

Mesmo com força quase máxima, a Raposa não conseguiu se impor na primeira metade. Se Nilton deu trabalho a Denis em uma cabeçada, Ademilson assustou a torcida da casa com um chute rasteiro da entrada da área. Se o goleiro são-paulino precisou praticar defesa ainda melhor em testada de Ricardo Goulart, Fábio teve dificuldades para espalmar o chute forte de Ganso.

Os mandantes tiveram 10 minutos de domínio no início da etapa complementar, mas o Tricolor, já com um 3-5-2 mais bem definido, se segurou. Aos 20, Muricy sacou Aloísio, em má jornada, e colocou Welliton, ao que Marcelo Oliveira respondeu atendendo aos pedidos da torcida por Dagoberto. Ricardo Goulart saiu.

A vitória começou a se construir de fato aos 30 minutos. Com uma troca de passes que faria inveja ao líder, a bola chegou a Ademilson, que fez bom pivô e rolou com açúcar para Douglas, totalmente desmarcado, encher o pé e balanças as redes. Aos 34, o atordoado Cruzeiro não conseguiu afastar a bola que Ganso chutou na barreira em cobrança de falta. Ela sobrou para Welliton pela direita e ele cruzou para Reinaldo marcar de cabeça, definindo a vitória.

Botafogo bate o Náutico em Recife

Na Arena Pernambuco, o Botafogo deu um chega para lá na crise e bateu o Náutico por 3 a 1, resultado que, combinado ao empate do Atlético-PR, devolveu à equipe carioca a terceira colocação do Brasileirão, agora com 46 pontos. Rafael Marques, Seedorf e Gegê marcaram para o Fogão. Maikon Leite descontou para os donos da casa.   

O Náutico começou melhor na primeira etapa, investindo em tabelas e jogadas pela ponta direita, com o perigoso Hugo. O Botafogo, por outro lado, estava apático, perdido em campo, sem oferecer qualquer tipo de perigo para o adversário. Não demorou muito para o Timbu sair na frente. Aos 8, Seedorf perdeu bola no meio e, na sequência da jogada, o atacante Maikon Leite, em ótima fase, deu um chute despretensioso para o gol. O goleiro Renan pulou esquisito na bola, tentando dar uma manchete e a redonda acabou morrendo no fundo do barbante: 1 a 0.

Naquela altura, a torcida alvinegra ia à loucura com mais uma péssima atuação do time, mas a sorte virou. Aos poucos, o Glorioso passou a tocar mais a bola e se encontrou em campo. Aos 25, Rafael Marques aproveitou uma bola pererecando na área e acertou belo chute: 1 a 1. Depois do gol, o Botafogo passou a jogar ainda melhor. Foi então que, aos 39, Edilson cobrou escanteio e encontrou Seedorf, livre, na entrada da área, para mandar um belíssimo chute no ângulo direito de Ricardo Berna, que apenas observou: 2 a 1 para o Glorioso.

O Botafogo voltou para o segundo tempo como terminou o primeiro: mandando na partida. Logo aos 2 minutos, Seedorf deu ótimo passe para Rafael Marques, na cara do goleiro, desperdiçar com um chute inacreditável para fora. Com o jogo morno, e o time um pouco mais burotrático, o técnico substituto Luiz Alberto colocou Hyuri em campo, no lugar do inexpressivo Octávio. O Náutico, por sua vez, ameaçava muito pouco, mas chegava com perigo em algumas situações criadas por Morales e Oliveira.

Parecendo satisfeito com a vantagem no placar, o Botafogo passou a ficar mais atrás. O Náutico, então, tomou conta do jogo. Mesmo muito mais fraco tecnicamente, o Timbu pressionou os visitantes. O jogo, que era tranquilo, passou a ser dramático para a torcida alvinegra. Com vários resultados a favor do Glorioso, os botafoguenses só pensavam no apito final para comemorar. O melhor, porém, ainda estava por vir. Depois de muito sufoco, o jovem Gegê chutou com tranquilidade, da entrada da área, para o fundo do gol do Náutico: 3 a 1 e fim de papo.

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