O São Paulo entrou em campo com o discurso do apoio da torcida e da superação, já que o rival era o técnico e invicto Atlético-MG. Pois a raça se apresentou no Morumbi, nesta quarta-feira e, com participação do herói da torcida Rogério Ceni, o Tricolor Paulista segue adiante na Libertadores, após anotar 2 a 0.
Agora, o Galo vai enfrentar o próprio São Paulo nas oitavas de final. O primeiro jogo será no Morumbi e o segundo, no Independência. As datas ainda não estão confirmadas.
No primeiro toque da bola, os gritos da torcida. E o jogo começou bastante movimentado, com opções para ambos os lados. O Galo, sem Tardelli, vetado no vestiário devido a um estiramento na coxa direita, foi escalado com Serginho. O versátil jogador fechou os espaços pelo lado direito e ainda se apresentou ao ataque. Já o São Paulo, sem Jadson e Luis Fabiano, viu em Osvaldo as principais jogadas. Rápido, o camisa 17 partiu para cima da marcação.
O Galo tinha na figura de Ronaldinho Gaúcho a principal alternativa. E, logo no começo, o camisa 10 mostrou a qualidade refinada que tem ao dar um passe olhando para o outro lado, mas Jô não conseguiu dar sequência à jogada. O jogo, pouco técnico, mas muito brigado, não teve momentos de pressão. O São Paulo chegou pelas laterais, mas falhou na hora dos cruzamentos. O Galo ficou com os dois pontas ofensivos bastante retraídos, o que dificultou os contra-ataques. Por conta disso, só na bola parada levou perigo e terminou o primeiro tempo com o placar zerado.
Então, o São Paulo tinha 45 minutos para buscar a classificação para as oitavas de final. Cuca mexeu no Galo e tirou o ponta Luan, pouco participativo por causa da marcação, para colocar Alecsandro na equipe. O Tricolor voltou com o mesmos ânimo e disposição em busca da vaga. E em 11 minutos, a galera foi à loucura. Osvaldo deu passe em profundidade para Aloísio, que invadiu a grande área e recebeu um puxão de Leonardo Silva. O árbitro assinalou pênalti. Na cobrança, Rogério Ceni: o goleiro, que perdeu treinamentos por conta de um trauma no pé direito, foi para a cobrança e, de pé direito, mandou para o fundo do gol. Na comemoração, todos juntos para abraçá-lo.
O São Paulo passou a ser mais precavido, trabalhando melhor a bola e buscando os espaços deixados pelo clube mineiro para liquidar o jogo. E conseguiu. O jovem Ademilson precisou de quatro minutos para estar na hora e no local certos para marcar: Ganso iniciou boa jogada no meio-campo e abriu para Osvaldo - sempre ele. O camisa 17 fez tudo, limpou a marcação e rolou para o companheiro marcar e sair vibrando.
São Paulo vence o Atlético-MG na raça e segue na Libertadores
Tricolor Paulista abriu placar com pênalti cobrado por Ceni e definiu placar em 2 a 0