Um dos três times dominantes no futebol brasileiro nos últimos cinco anos será campeão novamente neste domingo, a partir das 16h. De um lado, o Atlético Mineiro precisa bater o Flamengo por dois ou mais gols de diferença para faturar a terceira Copa do Brasil. Aos cariocas, derrota por até um gol serve para comemorar o Penta na Arena MRV, em Belo Horizonte. Nunca um time com vantagem de dois gols na final perdeu o título para o adversário no jogo da volta.
A dupla, porém, se difere do também poderoso Palmeiras, o terceiro pilar das maiores forças recentes do cenário nacional. Enquanto os paulistas desde 2020 têm num único treinador a sustentação de um trabalho a longo prazo, cariocas e mineiros, com diferentes modelos de gestão, também atingem resultado.
Criada no ano passado, a SAF do Galo apostou em 2024 em algo que os antigos dirigentes também tentaram. Ou seja, um estrangeiro para o lugar de Felipão, que deixou o clube em março. Gabriel Milito chegou, em seguida sagrou-se campeão estadual, colocou o time na final da Libertadores no dia 30, sob custo de uma campanha abaixo da expectativa no Brasileirão. Algo que uma taça ou até duas se tornará anedota. No entanto, reverter o 3 a 1 do Maracanã não será fácil. “Temos que jogar com confiança, valentia e desejo de ganhar. Atacar e defender bem é crucial. Se só atacarmos e não defendermos, não estaremos no jogo”, garante o argentino.
Do outro lado, o Flamengo à beira de uma eleição presidencial se alimenta do que sempre foi o clube. Um turbilhão de onde eventualmente brotam as próprias soluções. Nesse contexto, sequer com uma dezena de jogos no comando do time, Filipe Luís pode colocar no quase virgem currículo, a primeira faixa. “O ambiente (da final) estará lindo. Com certeza, será uma festa maravilhosa. Esperamos mais um grande jogo, que possa se repetir”, disse o treinador, que desde que assumiu devolveu o ‘modo Flamengo’ de atuar perdido no tempo do antecessor Tite.