Esportes

Saiba como se tornar um piloto de competição no RS

Autódromo de Tarumã foi palco utilizado para o teste do Correio do Povo

Autódromo de Tarumã foi palco utilizado pela equipe da redação
Autódromo de Tarumã foi palco utilizado pela equipe da redação Foto : Bernardo Bercht / Especial CP
Passar um final de semana mergulhado no automobilismo. Caso essa opção seja apenas assistir pela TV a uma maratona de provas, a proposta fica monótona. Mas e se a escolha for diferente? Estamos falando de passar três dias no tradicional Autódromo de Tarumã, em Viamão, aprendendo o que é ser um piloto de competição. Quatro cursos oferecem esse tipo de emoção no Rio Grande do Sul - alguns em Tarumã, outros no Velopark, em Nova Santa Rita. A equipe do Correio do Povo inscreveu-se em um deles e revela agora as impressões e dicas de quem chega a acelerar na reta a 170km/h.

A teoria

Nada de pular a teoria. Quando se trata de mergulhar no automobilismo, algumas lições da palavra são tão valiosas quanto o momento de ligar o carro e sair dos boxes. É aí que se conhece o básico de tudo, contorno de curva, frenagem, câmbio, equipamentos de segurança, regras de conduta e o significado das bandeiras de sinalização

A sala de aula


Depois da aula teórica, os alunos seguem para o único ambiente que comporta uma aula de pilotagem: o autódromo. No curso da Escola Gaúcha de Pilotos, o palco é o Autódromo Internacional de Tarumã, com seus 3.016 metros de extensão e nove curvas, a maior parte delas de média para alta velocidade.

A prática

A experiência de pista da EGC é dividida em módulos para que todos os protótipos de piloto consigam se adaptar à progressão do aprendizado e à escalada de velocidade possível num carro de corrida. Depois de conhecerem a pista de carona com os instrutores, os alunos dão suas primeiras voltas apenas com quatro marchas e o motor limitado para não atingir mais de 120 km/h. O traçado da pista é indicado por meio de cones e cores, que mostram pontos de frenagem e ensinam a tangência ideal para os alunos.

A velocidade

Conforme avançam os módulos, aumentam a velocidade, o número de marchas e o trabalho dentro do cockpit. No último exercício, os cones são retirados e o carro está de 30 km/h a 40 km/h mais rápido do que no início do curso, já testando os limites de aderência dos carros e o reflexo dos pilotos, em um ritmo próximo ao das competições oficiais. O resumo é que, no fim da reta, os carros podem superar os 170 km/h.


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