Como o clube já cumpriu um dos cinco jogos em compromisso pela Copa do Brasil, vai ter que pagar quatro partidas da pena. No entanto, os auditores determinaram que a interdição do estádio Arruda só será desfeita com o aval da CBF. Com isso, se a entidade que gere o futebol brasileiro não liberar o Arruda, o Santa Cruz poderá ter torcedores em seus jogos após as quatro partidas, mas terá que mandá-las em outro estádio. “Quem interditou, que desinterdite o Arruda. A interdição foi uma decisão administrativa da CBF”, disse o presidente da Quarta Comissão Disciplinar, Paulo Bracks.
“A pena desse processo só não foi mais alta porque temos três envolvidos presos. O clube, com apoio da Federação, tentou reprimir o que poderia ser reprimido. A vida não volta, mas isso pesou. E não vamos falar que o clube foi vítima quando uma pessoa morreu. Faltou segurança, faltou fiscalização. E aí errou o grande Santa Cruz”, ressaltou Bracks.
“O Santa Cruz tem culpa sim. Três torcedores entram no estádio, arremessam o vaso e saem tranquilamente. Os dois vasos sanitários estavam soltos, segundo relatório da polícia. Os rapazes nem chegaram a se cortar”, acrescentou o auditor relator do processo, Paulo Wanderley.
No julgamento, o clube chamou o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, para ser testemunha. A defesa do Santa, dividida entre os advogados Osvaldo Sestário e Pedro Avelino, argumentou que o clube fez tudo o possível para propiciar a identificação dos responsáveis. Mas o Tribunal não entendeu que o clube deveria passar impune.
O arremesso de vaso sanitário aconteceu na partida do Santa contra o Paraná, pela Série B. O objeto atingiu em cheio Paulo Ricardo Gomes, de 26 anos, torcedor do Sport, que foi apoiar os paranistas. Ele morreu na calçada do Arruda.