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Santa Cruz surpreende e goleia o Cruzeiro por 4 a 1

Com dois gols de Grafite, pernambucanos se mantêm na liderança

Santa Cruz se manteve na ponta da tabela com vitória em casa
Santa Cruz se manteve na ponta da tabela com vitória em casa Foto : Antônio Melcop / Santa Cruz / Divulgação / CP
O Campeonato Brasileiro ainda está na terceira rodada, mas já é possível cravar que, por enquanto, o craque do torneio, com folga, é Grafite. Aos 37 anos, o veterano já tem seis gols na sua volta à Série A após 11 anos. Nesta quarta-feira, ele fez dois na vitória do Santa Cruz por 4 a 1 sobre o Cruzeiro, no estádio do Arruda, no Recife. É a segunda goleada por esse placar, repetindo o triunfo sobre o Vitória na primeira rodada.

Nesta quarta-feira, Grafite fez o primeiro em um pênalti que ele mesmo sofreu após jogada individual, De Arrascaeta empatou, mas o veterano voltou a colocar o Santa Cruz na frente em uma cavadinha cara a cara com o goleiro Fábio. Arthur ainda fez o terceiro e Keno anotou o quarto do time pernambucano, líder com sete pontos e seis gols de saldo.

O Cruzeiro segue mal, com apenas um ponto, do empate com o Figueirense na rodada passada, na estreia do técnico português Paulo Bento. Na próxima rodada, neste sábado, recebe o América-MG em uma revanche da derrota na semifinal do Campeonato Mineiro. O Santa Cruz visita a Chapecoense, também no sábado, mas às 21 horas.

O jogo

Já implantando seu estilo de trabalho, Paulo Bento mexeu no esquema tático do Cruzeiro, sacando o meia Pisano para escalar o volante Ariel Cabral. A ideia era conter as investidas do Santa Cruz e dominar o meio de campo. Em um primeiro momento, a ideia deu certo, tanto que os donos da casa nada criaram nos primeiros 15 minutos.

Grafite, sempre ele, mudou a cara do jogo. Pegou na intermediária, avançou passando por dois marcadores na corrida e driblou Fábio. Sairia com a bola pela linha de fundo ou, com sorte, chutaria desequilibrado, sem ângulo. O goleiro ajudou e fez pênalti desnecessário e indiscutível. O próprio Grafite bateu e fez.

A primeira chance de empate caiu nos pés de Willian, que, aos 22, bateu em cima de Tiago Cardoso. Dali até os 30 minutos, o Cruzeiro ainda teve outras três oportunidades, a maioria delas com o próprio Willian, que não estava com o pé calibrado.

O nome do Cruzeiro no primeiro tempo, entretanto, foi Élber. O garoto, que fez sucesso com a camisa do Sport no ano passado, mostrou habilidade e velocidade em diversos lances, mas nada que fizesse Tiago Cardoso trabalhar. "Temos que caprichar mais. Nosso time fez um primeiro tempo muito bom, criamos oportunidades, mas o gol não saiu", avaliou ele na saída para o intervalo.

Na segunda etapa, o pé do uruguaio Arrascaeta estava calibrado. Aos 6 minutos, ele fez Tiago Cardoso trabalhar e fazer grande defesa. No minuto seguinte, se redimiu tirando do alcance do goleiro para fazer de falta, encobrindo a barreira e deixando o placar empatado. Tiago Cardoso só assistiu.

Quem apostou que era a chave para o Cruzeiro deslanchar no jogo, errou feio. Culpa de Grafite. O atacante, craque do Brasileirão até aqui, perdeu uma chance aos 13 minutos, desarmado por Bruno Viana, mas não desperdiçou a segunda. Aos 19, recebeu de Léo Moura, deixou Bruno Rodrigo na saudade e deu uma cavadinha para encobrir Fábio.

Paulo Bento mexeu no time do Cruzeiro, colocando a equipe no ataque com Alex e Douglas Coutinho, mas quem fez mais um foi o Santa Cruz. Grafite até estava na área, mas o cruzamento de Keno foi na cabeça de Arthur, que mandou no cantinho, longe do alcance do goleiro.

Aos 44 minutos, Keno deixou mais um, avançando pela ponta esquerda até invadir a área e bater no canto direito de Fábio. É o segundo dele no Brasileirão.