Esportes

Santos joga mal e empata com o Náutico em 0 a 0

Dia apagado de Neymar fez afundar o futebol na Vila Belmiro

Neymar foi bem marcado e não fez a diferença de costume. Com isso, o Santos reeditou a péssima atuação da derrota para a Ponte Preta e empatou com o Náutico por 0 a 0, nesta quinta-feira, na Vila Belmiro, com direito a perda de pênalti do Náutico. O placar deixa as duas equipes relativamente tranquilas na tabela de classificação (43 pontos para os santistas e 42 para os pernambucanos), sem perspectivas de crescer na reta final, contudo.

As saídas de Paulo Henrique Ganso, Elano, Alan Kardec e Borges transformaram o time em uma nota só: a genialidade de Neymar. Quando ele não brilha, o time murcha. O resultado deixou o Santos em 11º e o Náutico em 13º na tabela.

"Não me sinto sozinho. Eu estava orientando os companheiros para aproveitar os espaços", enfatizou Neymar, explicando os gestos constantes que fez ao longo do jogo para os santistas.

A fraca atuação se explica, em grande parte, pela atuação dos marcadores. Elicarlos, Souza e Martinez se revezavam - ou se uniam - para parar o craque com eficiência, sem bicudas. Os companheiros deixaram Neymar falando sozinho sim. Apagado, Pato Rodríguez saiu no início do segundo tempo, André se comportou como reserva de Miralles e Felipe Anderson só promete. O técnico Muricy Ramalho escalou três jogadores mais adiantados para alargar a defesa do Náutico. Na prática, a teoria foi outra. A bola não chegava porque os homens do meio tocavam com lentidão.

O futebol do primeiro tempo foi proporcional às pretensões das duas equipes: correr atrás de pontinhos para garantir matematicamente a fuga do rebaixamento. Para não deixar a lista dos melhores momentos do Santos em branco, vale um registro para o chute de longe de Neymar, com o pé esquerdo que morreu nas mãos de Gideão.

O Náutico entrou com seu quarto uniforme - verde água -, com referências tímidas ao vermelho tradicional. Seu futebol também foi assim, alternando momentos pálidos, com outros vivos, vermelhos. Aos 32 minutos, o melhor de todos eles. Rhayner lançou Rogério, que driblou Gerson Magrão e foi derrubado na área. Pênalti. Kieza, no entanto, chutou no pé da trave esquerda de Rafael.

Na segunda etapa, aos 21 minutos, finalmente um grande lance. André escorou e Bernardo tentou duas vezes o gol, mas Gideão salvou em grande apresentação. Aos 38, no último suspiro do futebol moribundo, Bruno Rodrigo cruza e André chega atrasado.


Bookmark and Share