Além disso, representaria um "chapéu" no Grupo DIS, inimigo histórico da diretoria alvinegra, que detém 40% dos direitos econômicos do astro e não receberia um centavo sequer. O Santos tem 55% dos direitos e a Teisa (grupo de investimento ligado ao Peixe), 5%. As conversas entre Luis Alvaro Ribeiro, presidente santista, e o pai de Neymar, no entanto, ocorrem sob o “fantasma Barcelona” e pressão de diferentes partes.
O clube espanhol, principal candidato a ter o craque, assim como seu rival Real Madrid, não para de “perseguir” o jogador. Tanto que ele já aguenta mais responder às questões sobre o assunto, ao ponto de entrar em contradição em alguns momentos, deixando claro que vai definir seu futuro quando quiser.
"Se eu tiver que ir agora, irei. Se for só daqui a cinco anos, será só daqui a cinco anos. É o meu momento e a minha decisão. Quando decidir, vou falar",disse Neymar, em entrevista à rádio COPE, da Espanha.
Já o técnico Muricy Ramalho alimentou o fantasma ao dizer a um canal de TV também da Espanha que o destino do jogador será mesmo o Barça, para atuar com Messi. A declaração pegou o pai do jogador de surpresa. Neymar pai também não reage bem ao falar do clube catalão e garantiu que o filho vai cumprir seu contrato.
"O contrato acaba ano que vem, não sei o por quê de todo mundo estar nervoso, ansioso... Nossa palavra é a mesma (que ele fica)", disse.
Enquanto isso, a DIS pressiona o clube e o jogador a fazer negócio agora. Conselheiros do clube também fazem o mesmo, com o argumento de que ele não pode sair de graça.
O Santos confia que Neymar fica até o término do contrato e gostaria mesmo de mantê-lo mais tempo. Mas o “fantasma Barcelona” insiste em assombrar e o clube procura soluções.