Desmembrada, a quinta rodada do Campeonato Brasileiro começou no final de semana. Com a pausa para a disputa da Copa das Confederações, o Peixe será praticamente outro, com reforços, diversas baixa e, possivelmente, um novo treinador. Já o Galo, sem Bernard e Réver, na Seleção, e Diego Tardelli, estava desfigurado, mas com a sua peça que atrai multidões em campo, Ronaldinho.
Aos três minutos, após Willian José ser lançado, o Santos trabalhou a bola até ela chegar em Cícero, que arriscou um chute rasteiro para marcar. Azar de Victor, pois a bola passou perto da sua mão. Atrás do placar, o Galo foi à frente. E quase marcou, mas o juiz viu impedimento em cobrança de falta. Com Marcos Rocha no meio, a lateral-direita, de Michel, tinha lacunas grandes. Por ali o Santos conseguiu criar, mas sem ser tão incisivo.
Com uma zaga lenta e espaçada, Neilton teve facilidade para ir para cima dos seus marcadores e ganhar confiança. Victor, o herói contra o Tijuana (MEX), pela Libertadores, se redimiu e salvou uma cabeçada à queima roupa. Pelo lado do time mineiro, Ronaldinho tentou ditar o ritmo de jogo, mas foi bem marcado. Luan buscou a bola e partiu para cima dos marcadores, mas sem obter sucesso.
O Galo até marcou com Richarlyson, mas o juiz assinalou impedimento. Em um jogo com nível técnico razoável, quem se aproveitou das chances levou vantagem nos primeiros 45 minutos.
Na etapa final, o técnico Cuca optou por Marcos Rocha de volta à sua posição de origem e apostou em Neto Berola. O atacante entrou e deu mais velocidade ao ataque. Já o Santos, apertou a marcação e buscou as brechas para chegar à frente, mas foi pouco efetivo.
Com o Peixe recuado, o Galo passou a se lançar ao ataque. Leandro Donizete acertou bom chute de fora da área, mas a bola passou à direita de Rafael. Do outro lado, Neilton puxou os contra-ataques. Nesse tipo de jogada, os marcadores cometeram muitas faltas, propiciando bons lances de bola parada para o time da Baixada Santista. E, em um desses, Marcos Rocha foi expulso.