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São Paulo erra estratégia, empata com o Boca e está fora da Sul-Americana

Argentinos abriram o placar, sofreram o 1 a 1, mas seguraram resultado no Morumbis

Tricolor foi surpreendido em São Paulo
Tricolor foi surpreendido em São Paulo Foto : Miguel Schincariol / AFP / CP

O São Paulo está fora da Copa Sul-Americana. A equipe de Dorival Júnior contou com mobilização em nível de Libertadores para receber o Boca Juniors em busca de uma virada nas quartas de final, mas errou na estratégia e acabou com um empate por 1 a 1 em pleno MorumBis. Com a vantagem pela vitória por 1 a 0 em La Bombonera, os argentinos tinham como missão suportar a pressão dos mais de 55 mil torcedores. Durante todo o primeiro tempo, cumpriram a tarefa com tranquilidade, matando as jogadas do São Paulo, ainda que sem levar perigo aos mandantes.

A estratégia de Dorival Júnior, com Danielzinho e Marcos Antônio dividindo a articulação, não deu certo na primeira etapa. A mudança no intervalo pareceu promissora, mas foi interrompida por uma rara chance do Boca Juniors e pelo gol de Leandro Lozano, em falha defensiva são-paulina. O empate de Domingos Duarte pouco serviu.

O adversário dos argentinos na semifinal será o Vasco. Os cariocas eliminaram o Santa Fe nesta terça-feira, com uma vitória por 2 a 0 em São Januário, após empate sem gols na Colômbia. As datas-base da próxima fase são 14 e 21 de outubro.

O próximo compromisso do São Paulo é contra o Internacional, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. O duelo ocorre no sábado, às 21h30min, no MorumBis. A equipe paulista é a 11ª colocada, com 33 pontos.

O time são-paulino precisava buscar o ataque desde o apito inicial e assim tentou. O Boca Juniors mostrou que não daria brechas tão facilmente. A equipe argentina até arriscou manter a posse e subir seus jogadores em bloco como estratégia para evitar o ataque do São Paulo, sem intenção de acelerar o jogo.

Os comandados de Rodolfo Arruabarrena se postavam de forma compacta e pareciam fechar todas as portas ao São Paulo. Gustavo Santana desaparecia entre os zagueiros. Na entrelinha, Luciano e Artur não conseguiam encontrar espaço, diante de uma cobertura de Leandro Paredes, apoiado por Santiago Ascacíbar.

A primeira finalização do São Paulo veio apenas com meia hora de jogo, após falta cobrada por Artur, que levantou a bola na área. Foi, contudo, um mero cabeceio de Gustavo Santana por cima do gol.

A estatística ilustrava como o Boca era o dono do jogo, com o placar agregado debaixo do braço. No ataque, porém, sobravam caneladas dos argentinos.

O São Paulo viu que era possível levar perigo aos 37 minutos. Artur recebeu na intermediária e buscou Lucas Ramon no fundo. O lateral descolou um cruzamento, e Gustavo Santana completou de cabeça. A bola entraria, não fosse o tapa do goleiro Álvaro Montero.

Dorival teria trabalho para melhorar a equipe para a segunda etapa. A tentativa veio com a entrada de Djhordney no lugar de Danielzinho, que não havia se acertado na construção junto a Marcos Antônio no primeiro tempo. A troca indicava o camisa 8 mais livre para criar.

A dinâmica permitiu que o São Paulo criasse mais espaços na defesa adversária. Faltava a conclusão com qualidade. Sem isso, o tempo ainda jogava a favor do Boca Juniors. E contra a paciência do torcedor são-paulino, que se enfurecia com erros e com a ausência de cartões de Gustavo Tejera para as faltas dos argentinos.

Um banho de água tão fria quanto a garoa desta terça-feira veio aos 15 minutos do segundo tempo. Leonel Flores buscou um passe na frente. A bola parecia morta, mas encontrou a linha defensiva do São Paulo desorganizada, quicou entre Domingos Duarte e Lucas Ramon e sobrou para o lateral Leandro Lozano, que apareceu pelo meio.

Rafael até chegou a tocar na bola, mas ela parou no fundo das redes. Arboleda estava na intermediária, marcando um jogador já fora do lance.

O time são-paulino abateu-se, mas manteve as tentativas de atacar. Dorival mandou a campo Ryan Francisco, Victor Sá e Ferreirinha. Faltando pouco mais de 25 minutos para o apito final, já era tudo ou nada.

Na pressão, a bola rebateu na área do Boca. Ryan Francisco empurrou para dentro, mas foi assinalado impedimento. Foram dois minutos de paralisação até o veredicto do VAR, com a anulação do empate tricolor.

Mais confortável com a vantagem, o Boca Juniors ficou determinado a fechar-se e matar tempo como podia, desafiando as novas regras antijogo. O São Paulo pressionou, mas não mostrava recursos capazes de alterar o cenário, como havia feito ligeiramente na volta do intervalo.

Com trocas de passes no setor ofensivo e sem finalizar, os são-paulinos passaram a ouvir vaias da torcida. Certa esperança veio da cabeça de Domingos Duarte, que empatou aos 43 minutos.

Um gol do São Paulo levaria a partida aos pênaltis. Tejera deu sete minutos de acréscimo. Porém, nada foi suficiente para manter os são-paulinos na disputa. Quando soava o apito final, uma confusão ainda tomou conta do gramado.