Esportes

Saudosismo assumido

Página por página, a gauchada escreveu páginas memoráveis. Daquele passado, sobrou um presente de recordações.

Varado pelo saudosismo escrevi ontem sobre os tempos em que o Brasileiro ou era formulista ou decidido no mata-mata. Juntos, Inter e Grêmio levantaram seis canecos.
 Em duas décadas de pontos corridos, neca de pitibiriba.
Página por página, a gauchada escreveu páginas memoráveis. Daquele passado, sobrou um presente de recordações. 
Transformado em mensageiro da desgraça, cometerei verdades exageradas.
Analisando o momento sou tomado pela depressão. Duvido inclusive do filósofo Rafal Bandeira, que diz que o futebol é dinâmico.
Vejam o Grêmio. 
O ano será comemorado com pirotecnia por sair de uma desdita Série B, a funesta Segundona. 
O itinerário não terá sido de ida, mas de volta.
 É como alguém realizar uma longa jornada para acabar no mesmo lugar.
O caso do Inter não é menos emblemático. 
Há uma euforia escancarada e exagerada entre a direção colorada porque o time frequenta a altíssima roda do G-4 com remotíssimas chances de ameaçar o virtual campeão, o Palmeiras. Comparado ao Inter da década de 70, este surge como a negação do Inter.
Estou falando do Brasileiro, ou dos Brasileiros. Falasse do Inter internacional diria que este não faz cócegas naquele montado por Fernando Carvalho e que fincou bandeira no mundo em 2006, numa época dourada em que foi campeão de tudo.
Invado agora as camadas inferiores dos nacionais. 
Antes, um parênteses: o Juventude está esperando apenas a sentença matemática para ser rebaixado para a Série B.
 Prossigo.
Gigante do Interior pampeano, o  Brasil de Pelotas só faz rolar pela ribanceira. 
Caiu para a Série D. 
O ritmo da queda é tão alucinante que lembra um meteorito.  Ypiranga e Zequinha comemoram tâo-somente ter permanecido na C.
Ao ouvir de um otimista que as coisas irão melhorar lembro de uma das Leis de Murphy: 
“Se você perceber que uma coisa pode dar errada de quatro maneiras e conseguir driblá-las, uma quinta surgirá do nada.”