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"Se a cada jogo eu estiver na corda bamba, é melhor sair de uma vez", diz Fossati

Apesar da pressão para avançar na Libertadores, técnico mostrou bom humor na coletiva desta sexta-feira

Jorge Fossati reconhece que cargo pode estar a perigo
Jorge Fossati reconhece que cargo pode estar a perigo Foto : Emiliano Lasalvia / VipComm / CP
O bom humor e a disposição para falar mostrados por Jorge Fossati em entrevista coletiva desta sexta-feira contrastam com o momento do Inter. O clube como um todo vive uma encruzilhada na temporada, mas o futebol é muito mais suscetível a mudanças de rumo. Mudanças no vestiário serão implementadas caso o time fracasse diante do Banfield, quinta-feira.

O Gre-Nal deste domingo é encarado apenas como mais um obstáculo. Apesar de a esperança resistir, não há pretensões exageradas quando o assunto é a conquista do título gaúcho. Até os dirigentes mais fanáticos consideram improvável a reversão dos 2 a 0 construídos pelo Grêmio no Beira-Rio, domingo passado.

Por isso, Jorge Fossati aceita o fato de ter o cargo a perigo. Mais: diz que não deseja viver eternamente sob risco de perder o emprego. "Não sei se vou ser demitido. Ninguém do clube me disse algo a respeito disso. Não é novidade que os treinadores são reféns dos resultado, mas se a cada jogo eu estiver na corda bamba, é melhor sair logo de uma vez", argumenta o treinador.

Fossati garante que ainda acredita na conquista do título. Diz que formará o time com os jogadores em melhores condições, mas já sabe que não contará com D'Alessandro, Sorondo e Alecsandro, com problemas musculares, além de Guiñazu, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. "Confio na conquista do título. Se eu não acreditasse que o time tem condições de virar o jogo, eu dizia que estava com gripe e ficava em casa", garante.

Por fim, o treinador colorado disse que não compreende os motivos de tanta dificuldade para enfrentar o Grêmio em sua casa. "Nunca joguei lá, mas não entendo qual é a dificuldade de jogar no Olímpico. Acho que a única dificuldade são as dez quadras de deslocamento do Beira-Rio até o Olímpico. A cor da camisa das pessoas na arquibancada não interfere em nada", observa Fossati, que, como treinador, nunca trabalhou no Olímpico.