Esportes

"Se for para andar armado, vou embora", diz Barcos

Atacante do Palmeiras criticou as ameaças de alguns torcedores

Barcos (à direita) reclamou de ameaças da torcida do Palmeiras
Barcos (à direita) reclamou de ameaças da torcida do Palmeiras Foto : Fabiano do Amaral / CPMemória
Em meio à crise do Palmeiras com a ameaça de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, o argentino Barcos é um dos poucos que tem convivido em paz com a torcida. Artilheiro e destaque da equipe mesmo em meio à péssima campanha, o jogador, no entanto, sabe pelo que seus companheiros têm passado e se solidarizou.

Barcos criticou as ameaças de alguns torcedores e disse que deixará o clube se não se sentir seguro. "Ficar num país que nem é meu e ainda ter de andar de carro blindado, armado, ou com segurança, é difícil. Para ficar assim, eu vou para casa. Desse jeito não dá pra aceitar, fica difícil trabalhar", declarou, nesta quarta-feira.

Nos últimos dias, o Palmeiras tem demonstrado muita preocupação com a segurança de seus jogadores, principalmente após ameaças e ataques de bombas à Academia de Futebol. Por isso, a diretoria sugeriu algumas outras precauções aos atletas, como evitar sair sozinho na rua, não ir a festas e estacionar o carro na área reservada para imprensa ou convidados no CT.

O próprio Barcos confirmou que alguns atletas foram ameaçados, mas garantiu que a ira da torcida ainda não o atingiu. "Continuo vivendo da mesma forma, não mudei nada e nem fui ameaçado".

O péssimo momento palmeirense, assemelha-se, segundo o atacante, a uma má fase vivida pela LDU quando ele atuava no clube equatoriano. Daquela vez, no entanto, o argentino sofreu com a insegurança. "Teve um momento no Equador em que falaram que iam sequestrar minha filha. Minha mulher ficou desesperada e disse para irmos embora. Viver com medo é algo muito difícil", lembrou.

Esta não é a primeira vez que Barcos ameaça deixar o Palmeiras. Há algumas semanas, o argentino ameaçou se transferir caso o clube caísse para a Série B. Ele tem sondagens de equipes como a Fiorentina, da Itália, mas garantiu que neste momento só se preocupa em evitar o rebaixamento palmeirense. "Não é o momento para falar disso (possível saída). Minha preocupação é manter o Palmeiras na Série A".

O clube vive situação desesperadora no Campeonato Brasileiro e é apenas o 18.º colocado, com 33 pontos, sete atrás do Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento. Na próxima rodada, a 35.ª da competição, o adversário será o líder Fluminense, neste domingo, em Presidente Prudente.


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