Esportes

Secretário da CBF confia em aprovação da Fifa para uso de árbitro de vídeo

Walter Feldman espera auxílio da tecnologia já no Brasileirão de 2016

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) surpreendeu nesta sexta-feira e anunciou que fez uma solicitação junto à Fifa para utilizar no Campeonato Brasileiro da Série A em 2016 um árbitro de vídeo (AV). De acordo com o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, a expectativa é positiva para a aprovação da ideia. O representante brasileiro na comissão de arbitragem da Fifa, Manoel Serapião, já fez uma exposição da proposta à entidade máxima do futebol.

“O presidente Marco Polo atendeu a uma demanda dos clubes, que se reuniram solicitaram a introdução da tecnologia na arbitragem brasileira. Isso tudo por conta de uma incidência de erros. Nós aceitamos porque queremos deixar um sentimento de justiça. Houve a reunião com a comissão de arbitragem e solicitação junto à Fifa. Nosso representante na comissão de arbitragem na Fifa já fez uma bela exposição do projeto”, afirmou Walter Feldman em entrevista à Rádio Guaíba.

Feldman destacou que a ideia da CBF é usar o árbitro de vídeo apenas para lances em que não são de interpretação do árbitro de campo. O uso de tecnologias como as que mostram se a bola entrou ou não no gol ainda serão estudadas.

“Nós podemos ir do mais simples ao mais sofisticado modelo. Há um trabalho bem feito do nosso representante da Fifa. A ideia é termos nos jogos do Campeonato Brasileiro um árbitro de vídeo, que ficaria em uma cabine fechada acompanhando todos os lances da televisão. A introdução de novos equipamentos vai depender de uma análise rigorosa. Quando houver dúvida de um lance, ele imediatamento acionaria o árbitro para dar uma adequação à marcação”, seguiu.

Erros são inevitáveis

Walter Feldman, no entanto, admitiu que mesmo com a ajuda de vídeo não será possível acabar 100% com os erros. “Diria que é impossível evitar completamente o erro, mas, se pudermos adicionar elementos para reduzir o erro, faremos. Serão naqueles lances evidentes que o árbitro de campo deveria observas, o de vídeo vai ter a condição de ver. Esse é o objetivo que temos agora.

De acordo com a proposta da CBF, o novo integrante da arbitragem terá a atribuição de corrigir erros técnicos ou disciplinares claros e indiscutíveis que possam alterar diretamente o resultado ou o desenvolvimento das partidas, obedecendo ao princípio de não interrupção do jogo (mínima interferência), conforme exige a Fifa. A reposta da entidade máxima ainda não tem data definida.