Esportes

Seleção de Togo é suspensa de duas edições da Copa da África

Motivo da punição é interferência governamental na saída da equipe do torneio após atentado

Togo foi suspenso das próximas duas Copas da África de Nações (CAN) pelas interferências governamentais que envolveram a retirada de sua seleção da CAN-2010. O anúncio foi feito neste sábado pelo presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou.

"É uma sanção regulamentar. Houve uma interferência governamental, algo que não podemos aceitar", afirmou.

A seleção togolesa se retirou da edição da CAN organizada em Angola depois do ataque terrorista que sofreu em sua chegada ao país. No dia 10 de janeiro, o ônibus da equipe foi metralhado durante cerca de 20 minutos logo depois de entrar em Cabinda, um enclave angolano imprensado entre o Congo e a República Democrática do Congo (RDC) e abalado por um conflito separatista que começou há 35 anos.

A ação foi ireivindicada pelas Forças de Libertação do Estado de Cabinda-Posição Militar (FLEC-PM), um movimento separatista dissidente, e, dias depois, por um segundo grupo separatista de Cabinda, o a Frente de Libertação do Estado de Cabinda-Forças Armadas Cabindesas (FLEC-FAC).

O ataque foi criticado pela comunidade internacional. A França denunciou um "ato inqualificável" e a África do Sul, país-sede da próxima Copa do Mundo, falou de um "ataque chocante e inaceitável". O chefe de estado-maior da FLEC-FAC, Mihuel Boma, defendeu em comunicado uma "atitude responsável em relação à CAN-2010", prometendo se abster de "qualquer ato de violência em Cabinda durante o torneio".