O treinador da Seleção Brasileira, Dunga, revelou nessa segunda-feira, no programa "Entrevista Sportv", algumas marcas que persistiram no grupo após o vexame na Copa do Mundo. Segundo o comandante, a ansiedade era a maior fragilidade da Seleção pentacampeã mundial. Dunga também ressaltou que tem passado tranquilidade e serenidade ao seu grupo na disputa dos últimos amistosos.
"A princípio, a ansiedade era o maior problema, não tanto a insegurança. Eles (jogadores) são seres humanos, acompanham notícias do esporte e tudo o que foi falado deles. Então, o mais importante era dar tranquilidade, um ambiente muito sereno e tranquilo, e não ter aquela pressão a mais do que já é normal. Eu tinha que passar para eles segurança e tranquilidade", disse o técnico
Perguntado sobre uma possível intervenção de um profissional da psicologia para fazer acompanhamento aos jogadores, Dunga foi direto. Para o treinador, o tempo de convívio entre atletas e comissão técnica é escasso. Além disso, segundo o técnico, para que um trabalho deste tenha êxito, é necessário um entrosamento e confiança entre as partes.
"O tempo dentro da Seleção é muito curto. Ou você treina, ou você coloca o psicólogo. Mais do que isso. Pra você colocar um psicólogo, eu acredito que ele tem que ter afinidade com os jogadores. Adquirir uma confiança leva muito tempo. Isso não é de um dia para o outro, e não é só com o jogador, é conosco (comissão técnica). Você não vai abrir seu coração para uma pessoa que está vendo pela primeira vez", encerrou.
"Ansiedade era maior problema da Seleção após Copa", diz Dunga
Técnico comentou que tem passado segurança e tranquilidade ao grupo