O pedido de trégua foi feito pelo capitão Thiago Silva, logo após o empate por 1 a 1 com a Rússia, nessa segunda-feira, em Londres. "Queria pedir à torcida que tenha um pouco de calma com a gente. O torcedor está no seu direito, pois paga ingressos e quando vê que o rendimento não é bom, vaia. Mas isso coloca mais pressão sobre os jogadores", disse Thiago, arrematando: "Se tiver que vaiar, vaia no final do jogo".
O problema é que as próximas três partidas da Seleção serão em Estados onde a paciência da torcida com o time canarinho é produto raro. Dia 24 de abril, a parada é em Belo Horizonte, contra o Chile; em 2 de junho, é a vez de enfrentar a Inglaterra, no Maracanã, no Rio; em 9 de junho, a adversária é a França, em Porto Alegre. Ou seja, três locais em que a Seleção Brasileira já foi vaiada muitas vezes no passado.
Para Thiago Silva, atualmente no Paris Saint-Germain após passar três anos no Milan, por mais experientes que os atletas sejam, se eles ficarem intranquilos vai demorar um tempo maior para atingir o nível ideal que a equipe precisa para se tornar competitiva. "Nessa fase, tranquilidade também é muito importante", analisou.
Assim como Thiago Silva, o companheiro de zaga, David Luiz, jogador do Chelsea, também está preocupado. Mas por outro motivo: o desejo de conquistar logo o torcedor. "Tenho certeza de que ele estará do nosso lado na Copa do Mundo e isso fará diferença a nosso favor", afirmou.
David Luiz tem consciência, porém, que a Seleção só trará a torcida para o seu lado se jogar um bom futebol. Do contrário, sobrarão críticas e vaias. "O torcedor só cobra porque ama a Seleção. O dia que parar de cobrar, aí sim a gente tem de ficar preocupado", completou o defensor.