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O placar, contudo, engana um pouco quem pensa que o Brasil deu "um baile de bola" nos adversários. A partida foi pouco inspirada em sua maior parte com os gols saindo no segundo tempo. Mas se livrar de um incômodo tabu no último amistoso antes da estreia na Copa das Confederações, sábado, contra o Japão, deverá aumentar a confiança dos comandados de Felipão.
A Seleção teve oportunidade de abrir os trabalhos ainda no primeiro tempo. Após uma trapalhada de Lloris, que tentou sair jogando de forma estabanada, Neymar dominou a bola, mas demorou a chutar e preferiu mergulhar diante do carrinho do goleiro francês. Sem falta e sem gol...
Depois disso, o jogo ficou morno. A lentidão na saída de bola, além de não ser pressionado pelo setor ofensivo francês, deu ao Brasil uma falsa impressão de domínio de jogo. Mas no contragolpe, os Bleus foram mais objetivos. Tocando a bola com rapidez, encontraram buracos na defesa brasileira, mas com erros de passe em momentos críticos, desperdiçaram oportunidades.
No papel, a Seleção não mudou para o segundo tempo. Mas a temperatura do time foi outra. Chegando mais firme na saída de bola francesa, o Brasil conseguiu pressionar. Foi justamente depois de uma roubada de bola - com os Bleus pedindo falta de Luiz Gustavo -, que Fred deixou Oscar na cara do gol. Ele não titubeou, desviou do goleiro e chutou no canto para fazer 1 a 0. "Eu sou daqui", gritou na comemoração o meia criado na base do Inter.
O temor de deixar a vitória escorrer entre os dedos fez Felipão optar por sacar Oscar e Hulk logo aos 20 minutos, colocando Fernando e Lucas. Mesmo tendo implorado por Fernando durante o jogo, a galera vaiou: não entendeu a saída de Oscar e a mudança de esquema tático: Brasil com três volantes.
Mas, um pouco depois, um dos três volantes em campo passou a ser Hernanes. Ele, que foi o vilão na última vez que o Brasil tinha enfrentado a França, em 2011 - sendo expulso na derrota por 1 a 0 em Paris -, ampliou o placar para 2 a 0. Os franceses se acomodaram e abriram espaço para a goleada. Lucas, de pênalti, definiu o 3 a 0.
Amistoso internacional
Brasil 3
Julio Cesar, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo (Hernanes), Paulinho (Dante) e Oscar (Fernando); Neymar (Bernard), Hulk (Lucas) e Fred (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
França 0
Lloris, Debuchy, Rami, Sakho e Mathieu; Matuidi (Grenier), Cabaye (Gomis), Payet, Valbuena (Lacazette) e Guilavogui; Benzema (Giroud). Técnico: Didier Deschamps
Gols: Oscar (8min/2ºT), Hernanes (38min/2ºT) e Lucas (47min/2ºT).
Cartão Amarelo: David Luiz (B)
Arbitragem: Victor Hugo Carrillo Casanova (PER), com Jonny Moncada (PER) e Cesar Escano (PER).
Local: Arena Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Renda e público: R$ 6.833.515,00/ 51.643 pagantes