Antes da bola rolar, problemas. O estádio de Libreville, que estava sendo inaugurado, mostrou sua primeira falha: faltou energia elétrica. O infortúnio gerou atraso de alguns minutos e, logo depois que bola finalmente começou a rolar, Jonas já mostrou o cartão de visitas, chutando para fora de dentro da área, após rebote da defesa. Quase.
Sandro e Hernanes marcam
A zaga do Gabão não aprendeu com a bobeira inicial e deu outra chance. Dessa vez, Sandro não perdoou. O volante campeão da Libertadores pelo Inter aproveitou a indecisão dos africanos depois de levantamento na área a 12 minutos, e empurrou para o gol, abrindo o placar. Como não era de se surpreender, a Seleção continuou dominando o jogo, ainda que sofresse com algumas faltas mais fortes dos adversários.
Em meio a jogadas mais ríspidas, o talento brasileiro teve uma sobrevida aos 24, quando Hernandes tentou encobrir o goleiro, mas pegou forte demais – levando Mano Menezes a reclamar bastante. O meia, porém, se redimiu aos 34, quando aproveitou o rebote de uma bomba de Lúcio, mandou para o gol e correu para o abraço: 2 a 0.
Na defesa, o goleiro Diego Alves não foi apenas um espectador. Ele, inclusive, precisou fazer defesas importantes, como aos 32, na cobrança de falta de Madinda, em conclusão que ainda raspou o travessão. No fim do primeiro tempo, ele defendeu o chute de Aubameyang, que se livrou de dois marcadores antes de concluir.
Ritmo diminui no segundo tempo
Mal o segundo tempo havia começado e Bruno César quase marcou um golaço, mandando de longe e tentando a cobertura. De novo, não deu, embora dessa vez Mano tivesse aprovado a jogada. Hulk e Jonas insistiram em fazer seus gols, mas não conseguiram. Na melhor chance do ex-gremista, Hernanes fez lançamento preciosos, com Jonas ganhando na velocidade da marcação. Porém, a conclusão foi para fora.
Com o jogo caindo de ritmo, Mano Menezes aproveitou para promover diversas alterações. Alex Sandro, Lucas Leiva, Willian, Kléber, Thiago Silva e Dudu entraram na Seleção. Do outro lado, o técnico do Gabão, Gernot Rohr, mudou menos e mandou seu time ao ataque. Contudo, mesmo empurrado pela torcida, não foi nesta quinta-feira que houve o gol histórico, mesmo com diversas investidas na bola aérea.