O Iraque de Zico foi "muy amigo". Mas facilidades à parte, o Brasil apresentou coisas boas. Sem um centroavante fixo - assim como no amistoso contra a fraquíssima China - e praticamente num 4-2-4, o quarteto ofensivo brasileiro se movimentou muito bem. Prova disso é que em dois gols a jogada começou com Neymar, que foi um "falso 9", partindo com a bola dominada do meio-campo. Na abertura do placar, um passe açucarado para Oscar tocar na saída do goleiro. No segundo, a bola ainda passou por Kaká antes do camisa 10 do Brasil ampliar.
Kaká se mostrou à vontade. Jogando pela esquerda, assim como nos tempos de Dunga, ele encontrou parceiros adequados para levar perigo ao adversário e por detalhe não deixou o primeiro tempo com um golzinho na conta.
Diante do passeio brasileiro, o Iraque não jogou. Apenas tentou sobreviver. Zico não cumpriu a promessa de colocar um time na retranca. Mas ao mesmo tempo que não tentava ser defensivo ao extremo, o Iraque passou longe do gol de Diego Alves. No primeiro tempo, nada de finalizações.
O gol de Kaká veio logo no começo do segundo tempo, após uma arrancada que lembrou os velhos tempos. O zagueiro ficou torto com uma pedalada e a finalização de canhota. A última vez que ele havia marcado pela Seleção foi no longínquo 7 de junho de 2010, contra a Tanzânia. Hulk fez o quarto logo em seguida, depois de passar por meio time iraquiano.
Para facilitar a vida do Brasil, Zico ainda fez alterações por atacado já aos 16 minutos. Não seria contra o "Iraque B" que o Brasil seria ameaçado. O amistoso virou praticamente uma pelada casados x solteiros.
Do quarteto de frente, Neymar foi o mais atrasadinho para fazer gol. Demorou 77 minutos, contando com os acréscimos do primeiro tempo, mas caprichou. Corte no zagueiro e belo chute no canto. Lucas, que substituiu Kaká, também marcou.
Kaká saiu mais cedo da festa, mas feliz como uma criança.