Seleção Brasileira

Brasil volta ao Maracanã para apagar última imagem no Rio de Janeiro

Ancelotti escolheu mandar o jogo no estádio onde a Seleção Brasileira com Fernando Diniz viveu uma noite vergonhosa em 2023 contra a Argentina de Messi

Fernando Diniz teve passagem relâmpago no comando da Seleção Brasileira
Fernando Diniz teve passagem relâmpago no comando da Seleção Brasileira Foto : Staff Images / CBF / CP


Quase dois anos separam a última da próxima apresentação da Seleção Brasileira no Maracanã. A julgar pelo que aconteceu no final de 2023, a partida da quinta-feira no maior palco do futebol é a oportunidade de melhorar a imagem deixada pelo time de Fernando Diniz no Rio de Janeiro em uma derrota histórica para a Argentina. Agora, de volta ao estádio onde Carlo Ancelotti escolheu para que sua equipe jogasse, o Brasil vai encarar o Chile em um contexto bem diferente.

A terça-feira 21 de novembro de dois anos atrás começou com cenas lamentáveis nas arquibancadas com a polícia militar agredindo torcedores argentinos para indignação dos jogadores campeões do mundo.

O jogo, pelo menos para um personagem, terminaria bem depois do apito final. Isso porque a derrota por 1 a 0 para Messi e companhia, além de ser a primeira em casa na história do Brasil nas Eliminatórias Sul-Americanas, dava fim à passagem relâmpago de Diniz, na época se dividindo entre a Seleção e o comando do Fluminense. Com ele foram seis jogos, duas vitórias, um empate e três derrotas seguidas.

O jogo contra os chilenos não tem o apelo desportivo pois o Brasil está classificado e os chilenos eliminados sem chances de classificação. Para Ancelotti, no entanto, será a terceira vez no comando e assim, oportunidade que não pode ser desperdiçada para fazer experiências e dar cara ao time.

Com o italiano o Brasil empatou fora contra o Equador e ganhou dos paraguaios, em São Paulo. “Estou muito emocionado por treinar a Seleção no Maracanã. Não tivemos problemas nesse período, porque o ambiente é muito familiar, muito bom, com muita competência, organização”, garante o treinador.

Por mais desastrosa que tenha sida a última impressão deixada por Diniz, quase dois anos depois - e ainda com a passagem também sem grandes contribuições de Dorival Júnior - metade do time escalado e derrotado pelos argentinos permanece entre os escolhidos de Ancelotti. São eles Alisson, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Bruno Guimarães, Raphinha e Gabriel Martinelli, sem contar Joelinton expulso naquela noite. Ele estaria de volta agora não fosse o corte por lesão.

Ou seja, a menos de um ano da Copa do Mundo, o leque do italiano não deve ser muito extenso, como ele mesmo disse na semana passada quando da convocação: "Quero um grupo fixo de 14, 15 jogadores que hoje eu posso pensar que vão estar na Copa do Mundo. Os outros, vou rodar um pouco para ter uma lista definitiva".

Foram mais de dois anos até que o nome preferencial para comandar o time chegasse para começar, tardiamente, o processo de construção da indenidade da equipe do Brasil. E em se tratando de identificação entre Seleção Brasileira e torcida, o melhor local para que isso ocorra é a cidade maravilhosa e no Maracanã. “Obviamente, o time pode melhorar a qualidade do jogo e a intensidade, mas teremos tempo para fazer tudo isso", garante Ancelotti.