A preparação do Brasil para a Copa de 2014 será retomada em novembro, quando a Seleção, no dia 16, enfrentará Honduras, em Miami, nos Estados Unidos. Três dias depois, Neymar & Cia. terão a Rússia pela frente em Toronto, no Canadá. Em 2014, o único amistoso previsto será contra a África do Sul, em Johannesburgo. Já a Zâmbia não tem próximos compromissos agendados.
Lucas e Pato não aproveitam titularidade
Felipão disse, antes de a bola rolar, que existia um certo entrosamento no time que entraria em campo, apesar da presença de apenas quatro titulares: Daniel Alves, David Luiz, Paulinho e Neymar. A aposta do técnico até se mostrou acertada nos primeiros minutos, quando o Brasil pressionou um frágil adversário. Neymar, destaque do primeiro tempo, chamou a responsabilidade para si. Parecia que ele é quem precisava mostrar serviço para Felipão. Arrancadas, dribles e passes preciosos. Tudo que se espera dele.
O próprio Neymar, logo com dois minutos, só não marcou em cobrança de falta, pois o travessão e, na sequência, o goleiro Mweene, não permitiram. Além do camisa 10, se esperava muito de Lucas e Pato. O primeiro finalmente teve a oportunidade que ele tanto esperava. Vontade não faltou: ele caiu pela direita, pela esquerda e utilizou as suas arrancadas. Só faltou mais objetividade. Pato, por sua vez, desperdiçou boa oportunidade aos 17 minutos e mostrou que não estava acompanhando o mesmo ritmo de Neymar, por exemplo.
Zâmbia, como era esperado, não obrigou Diego Cavalieri, um mero coadjuvante, a mostrar as suas qualidades. Campeã da Copa Africana de Nações de 2012, a seleção do Sul da África decepcionou nas Eliminatórias para o Copa do ano que vem, sendo eliminada ainda na primeira fase. Salvo algumas investidas de Mulenga e Makuya, os comandados do interino Patrice Beaumelle não apresentaram algo de concreto.
Oscar e Neymar são decisivos
As atuações de Lucas e Pato, principalmente, certamente não deixou Felipão satisfeito. A dupla, ao lado de Ramires, deixou o jogo para as entradas de Hulk, Jô e Oscar, respectivamente. Promessa de mais entrosamento e companhia para Neymar, o solista do Brasil na etapa inicial. E não é que as modificações surtiram efeito de imediato? A pressão veio, Mweene impediu o gol de Daniel Alves, mas o goleirão não teve como evitar o de Oscar. Passe de Lucas Leiva e finalização precisa do camisa 11, que contou com um leve desvio para abrir o placar, aos 14 minutos.
A disparidade entre as duas seleções, que já tinha ficado evidente no primeiro tempo, voltou a aparecer pouco tempo depois de Oscar colocar o Brasil em vantagem. Neymar, sempre ele, cobrou falta na cabeça de Dedé, que ampliou no Ninho do Pássaro. A esperança de uma reação de Zâmbia caía por terra.
Com uma vantagem confortável, Felipão, que já havia promovido a entrada de Hernanes, proporcionou minutos em campo para Henrique e Bernard. O ex-jogador do Atlético-MG quase garantiu novo gol para Oscar. "Satisfeita", a Seleção administrou o resultado construído, enquanto que Zâmbia tentou. Apenas tentou, pois a qualidade do campeão da Copa Africana de Nações em 2012 não entrou em campo.
Amistoso 2013
Brasil
Diego Cavalieri; Daniel Alves, Dedé, David Luiz (Henrique) e Maxwell; Lucas Leiva, Paulinho (Hernanes), Ramires (Oscar) e Lucas (Hulk); Neymar (Bernard) e Alexandre Pato (Jô). Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Zâmbia
Mweene, Kabaso (Chisenga), Chama, Himonde e Mbola; Mtonga, Lungu (Musakanya), Mayuka (Chamanga) e Katongo (Musonda); Tembo (Chivuta) e Mulenga (Kola). Técnico: Patrice Beaumelle.