Após a derrota por 1 a 0 para o Peru, que desclassificou o Brasil da Copa América, nos Estados Unidos, o técnico Dunga reclamou em quase todas as respostas da coletiva da atuação do quarteto de arbitragem comandado pelo uruguaio Andrés Cunha e negou ter medo de ser demitido da Seleção. Em especial, estranhou o tempo que levou para os árbitros definirem se havia sido gol e com quem eles conversavam.
“Se acostumar com a derrota, nunca. Ninguém gosta de perder, ainda mais os jogadores brasileiros. É um momento difícil que estamos passando. O Brasil teve o controle da partida e jogou. Agora, o imponderável não tem como eu falar. Era um jogo para terminar 0 a 0. Não deu para entender porque o bandeirinha não correu. Não deu para entender os quatro minutos de conversa dos árbitros e sem chegar a um denominador comum. Assim que o juiz deu o gol, passou no telão. Mão clara. Acredito que o auxiliar não correu porque viu o lance. Contra isso não tem como o treinador ter uma influência”, afirmou Dunga.
O técnico reclamou ainda sobre um pênalti que Philippe Coutinho teria sofrido no primeiro tempo e que não foi marcado e de faltas que não teriam sido marcadas para o Brasil. Ao ser questionado sobre o aumento de pressão que ocorrerá pela desclassificação, Dunga lembrou que poucos foram vitoriosos na Seleção e que não deixaram de fazer sucesso nos clubes onde trabalharam.
“Nós brasileiros nos acostumamos a ganhar e, agora, passamos por um período de transição. É preciso ter paciência. Alemanha passou por um período de 14 anos e os alemães tiveram essa paciência. Nós brasileiros não temos essa paciência. Queremos achar a solução de uma hora para outra e, assim, não temos como encontrar. Para encontrar, é preciso com continuidade”, declarou o técnico.
Sobre a possibilidade de uma mudança de comando na Seleção, Dunga foi direto. “Não (temo ser demitido). Receio nenhum. O presidente sabe como estamos trabalhando. Sabemos da cobrança. Como o cargo é exposto à crítica. Quando você entrar na Seleção Brasileira tem que saber que as cobranças aumentam quando o resultado não vem. O importante é que, internamente, sabemos o que estamos fazendo”, disse o treinador.
Dunga critica árbitro e nega ter medo de demissão
Treinador citou a admiração dos brasileiros com o trabalho da Alemanha para pedir paciência