"Ele é o melhor jogador brasileiro. Para ter carimbo de craque, tem de ter o carimbo de campeão do mundo nas costas. Mas vamos trabalhar, na Seleção, para ele jogar acima da média que define um craque", disse Dunga em entrevista à revista "Época", para depois comparar com quem ele considera craque.
"Isso não somos nós que temos de comprovar, são eles. Mas é uma constatação. Vamos ver. O Pelé, de dez partidas, resolvia seis, sete. O Garrincha resolvia seis, sete. Lógico, quanto mais passa o tempo, fica mais difícil, os espaços são mais reduzidos, a marcação é mais apertada, o adversário põe dois jogadores em cima... Mas hoje, no futebol moderno, o cara, para ser diferenciado, tem de decidir, em dez partidas, pelo menos cinco, seis, tem de ser acima da média", destacou.
Dunga também falou sobre as suas ideias para a Seleção Brasileira. O treinador garantiu que vai cobrar o tempo todo dos jogadores, e que quer concorrência. "Vou botar uma mescla entre jovens e veteranos, buscar sangue novo, aguçar a competitividade entre eles, não deixar ninguém pensar que é o dono, ninguém se acomodar", explicou.
O treinador da Copa do Mundo de 2010 ainda teve que responder sobre a 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil no último Mundial. Disse que nem quer imaginar como seria cobrado pela imprensa. "Senão os caras me matam. Empatei em 0 a 0 com a Argentina, com um a menos, em Belo Horizonte, e o estádio todo vaiou, imagina 7 a 1. Ninguém imagina, e ninguém quer imaginar. Porque é duro, ainda mais se tratando de Seleção", concluiu.