Seleção Brasileira

Felipão revela democracia na Seleção e apoia protestos

Técnico disse que jogadores têm liberdade para opinar sobre qualquer assunto

Técnico disse que jogadores têm liberdade para opinar sobre qualquer assunt
Técnico disse que jogadores têm liberdade para opinar sobre qualquer assunt Foto : Jefferson Bernardes / Vipcomm / CP
A onda de manifestações que atinge o Brasil chegou à Seleção. Depois de declarações de David Luiz e Hulk, agora foi a vez do técnico Luiz Felipe Scolari comentar os protestos. E o mesmo treinador que chegou a elogiar o ditador chileno Augusto Pinochet em uma entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2005, agora defendeu a democracia.

“Dentro de uma democracia isso é normal. Agora, são situações e demonstrações que devem ser percebidas pelo nosso governo e pelas pessoas envolvidas. Tomara que continuem, mas que sejam pacíficas”, ponderou.

A CBF não fez recomendações quanto à emissão de opinião, desde que não envolva diretamente a Seleção. “Os jogadores têm liberdade para opinar sobre qualquer assunto desde que assumam a responsabilidade. Não proibimos nada, mas algumas situações são do interesse da Seleção e param por aí. A manifestação deles é interessante porque essa alienação que é colocada aos atletas está deixando de existir”, ressaltou.

O técnico do Brasil, porém, diz que os reflexos desse momento histórico e que pode mudar o cenário relacionado à política do país não respingam na preparação da equipe para a Copa das Confederações. “O que podemos interferir? Trabalhos em um setor que pode barrar ou abrir portas para alguém? Fazemos aquilo que temos de fazer que é jogar futebol. Temos de fazer nosso trabalhar, mas podemos ver, assistir e ter opinião. Mas isso não interfere no nosso trabalho”, destacou.


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