Desde que retornou de férias, Carlo Ancelotti fez uma série de viagens pelo Brasil, não a turismo como logo depois de sua chegada ao país, mas a trabalho. Em estádios como Arena MRV, Fonte Nova e Beira-Rio, o italiano assistiu a partidas de times brasileiros na expectativa de pinçar jogadores para a Seleção Brasileira. Do time que começa nesta quinta-feira contra o Chile, às 21h30min, no Maracanã, porém, nenhum atua por aqui.
O jogo, na verdade, é praticamente para cumprir tabela, pois os brasileiros estão classificados para a Copa do Mundo para onde os chilenos não têm mais nenhuma chance de ir, a não ser como turistas. Por isso, o duelo servirá para que o italiano faça observações em um grupo que ele aos poucos vai conhecendo. Será apenas o seu terceiro jogo à frente da equipe. Um dos testes será um jovem quarteto ofensivo com Estevão, Raphinha, João Pedro e Martinelli.
"João Pedro será o centroavante. Ele jogou assim o último jogo, é bom para ele, pode jogar como 10 ou 9. No jogo de amanhã será o centroavante. Atrás dele, tenho que pensar quem vai jogar, pode ser Estêvão ou Raphinha", apontou Carletto na entrevista coletiva.
O treinador teve defecções nesta convocação. Precisou cortar Vanderson, Alex Sandro, Joelinton e Matheus Cunha. Como não convocou outro jogador para o lado esquerdo da defesa, Douglas Santos, Zenit, da Rússia, será uma novidade na escalação.
Na próxima terça-feira, o Brasil encerra a participação na competição visitando a Bolívia. Depois, ainda em 2025 o calendário reserva outras duas datas para partidas amistosas. Em outubro a Seleção vai encarar Coreia do Sul e Japão. Até lá e, provavelmente até a última convocação antes do Mundial, não importa a resposta dos testes realizados, o treinador da Seleção terá de responder sempre: Neymar, como aconteceu nessa quarta-feira.
''O que estamos analisando é sua condição física, mas não só dele, de todos os jogadores que estão aqui. A verdade é que essa Seleção tem muita concorrência, muitíssima. São mais ou menos 70 jogadores que podem estar na Copa do Mundo'', completou Ancelotti, sempre erguendo uma sobrancelha.