"Tenho experiência no futebol e noto que a mídia tem um papel importante. Faço um apelo a vocês (jornalistas) que formem boas opiniões. Às vezes, o que publicam parece até um desrespeito", protestou Mano Menezes. "Uma coisa é criticar o desempenho, a outra é torturar pessoas por conta de uma derrota. Podemos retomar o caminho mais saudável", avaliou o técnico.
Mano também lamentou a postura da torcida brasileira em alguns momentos. "Se o torcedor não for parte dessa equipe, não adianta nada jogar a próxima Copa do Mundo em casa", reclamou. "Em Goiânia, estávamos empatando com a Holanda, vice-campeã mundial, com um a menos (Ramires foi expulso), e a torcida ficou gritando 'olé' cada vez que o adversário tocava na bola. A imprensa tem parcela importante nisso", frisou o treinador.
Sobre o jogo desta quarta, Mano exaltou a "resposta forte" dada pelo time do Brasil. "Controlamos o jogo, sofremos muito pouco. Marcamos três gols e fizemos um bom placar. Saio daqui feliz", ressaltou. No mesmo palco em que o Brasil conquistou seu primeiro título mundial – a final da Copa de 1958 –, o técnico também comemorou a boa participação dos jogadores reservas na vitória desta quarta-feira. O atacante Alexandre Pato, por exemplo, entrou no segundo tempo e marcou dois gols, depois de Leandro Damião abrir o placar.
"Os jogadores que entraram tiveram oportunidade de mostrar qualidade. É mais do que importante ter mais do que 11 jogadores na Seleção", analisou Mano, que, com a vitória na Suécia, vê a pressão sobre ele diminuir um pouco. Agora, o Brasil volta a jogar no começo de setembro, com dois amistosos em sequência: contra África do Sul e China, nos dias 7 e 10.