Bellini foi capitão da Seleção Brasileira de 1958. Ao conquistar o primeiro título mundial do País, o ex-zagueiro eternizou a hoje tradicional e indispensável “levantada de troféu”, erguendo a taça e vibrando com os braços erguidos para o alto. Ele também foi bicampeão em 62 e participou do Mundial de 66.
Bellini ficou conhecido como um dos jogadores mais raçudos do futebol brasileiro. Na tarde de 29 de junho de 1958, o então capitão da Seleção Brasileira levantou a taça Jules Rimet após a goleada por 5 a 2 sobre a Suécia, e marcou seu nome na história. “O futebol perde um grande líder, é mais um craque que vai embora”, lamentou o ex-jogador Pepe, que atuou com Bellini na Seleção Brasileira. “Eu tinha uma amizade boa com ele e a família”, acrescentou o ex-craque do Santos. “Hoje, o futebol brasileiro está de luto. É uma perda irreparável. O que mais lembro do Bellini é que ele gostava muito de aconselhar e orientar os jogadores mais jovens”, completou Pepe.
O ex-volante Zito também lamentou a morte do companheiro de Seleção Brasileira. “Ele era excepcional na liderança. Era um cara grande e muito sério. Todo mundo gostava dele”, lembra. “Ele era um amigo e um irmão de jogos. A gente sempre se via, sempre estávamos juntos. Não consigo admitir essa saída dele. Nossos amigos estão indo muito rápido, é triste isso”, afirmou Zito. Bellini deixa dois filhos: Carla e Junior.
Com a morte de Bellini, a Seleção campeã em 1958 tem apenas seis remanescentes. São eles o volante Dino Sani, o meia Moacir, o atacante Pepe, o volante Zito, o atacante Zagallo e Pelé, o Rei do Futebol. Assim que foi confirmada a morte de Bellini, a Fifa, através de seu site oficial, prestou uma homenagem ao ex-capitão da Seleção Brasileira.