"É óbvio que não era o momento para demitir o Mano. Ele vinha garimpando há dois anos e meio, fazendo o trabalho com o mesmo time, tendo uma base, testando jogadores. Tirar o treinador no momento em que a Seleção estava começando a criar uma identidade, eu não posso concordar com isso", opinou o ex-jogador em um evento com jornalistas.
Cafu conhece muito bem os novos comandantes da Seleção. Além de conquistar o penta com Felipão em 2002, ele levou o tetra em 1994 sob as ordens de Carlos Alberto Parreira, que acabou de assumir o cargo de coordenador técnico.
"Felipão e Parreira são grandes profissionais. Tenho certeza de que eles vão conseguir trabalhar em harmonia. Mesmo não concordando com a saída do Mano, espero que agora Felipão vai ter tranquilidade para fazer seu trabalho e encaixar seu esquema tático na Seleção Brasileira", afirmou.
Em sua apresentação oficial, nessa quinta-feira, Felipão disse que o Brasil tinha a "obrigação" de conquistar o título por disputar a competição em casa. Já Cafu disse que o novo técnico também tinha "obrigação" de vencer a Copa das Confederações para não gerar desconfiança da parte dos torcedores.
"O Felipão também vai ter que ganhar porque se não for o caso, já vão colocar em dúvida seu trabalho. Tem a obrigação de ganhar para que o povo passe a acreditar mais na Seleção", explicou Cafu, que foi campeão da Copa das Confederações em 1997.