Titular da Seleção Brasileira comandada por Tite, Alisson não tem a mesma condição na Roma. O brasileiro é reserva do polonês Szczesny e tem jogado apenas em partidas das copas na Itália. Em entrevista coletiva nesta terça-feira em São Paulo, o ex-goleiro do Inter admitiu a possibilidade de deixar a equipe italiana no final da temporada para poder jogar mais.
“Eu não gosto de falar muito para frente, pois estou muito focado aqui na Seleção. Tive uma sequência boa de jogos, mas lógico que não é o que quero. Quero jogar sempre. Acabei tendo praticamente uma partida por semana nas últimas três semanas, então chego com ritmo de jogo. Infelizmente, tivemos um resultado que não nos classificou na Liga Europa, mas agora estou focado na Seleção. No fim da temporada a gente decide o que for melhor para mim, a Roma e a Seleção”, afirmou o goleiro que garantiu que a falta de ritmo de jogo não será um problema nesta nova rodada de Eliminatórias.
“Com certeza o ritmo de jogo ajuda, mas já provei que, mesmo sem jogar muito na Roma fiz grande trabalho na Seleção. É mais difícil para mim, mas temos que lidar com o que temos em mãos para superar as expectativas. Seleção sempre esteve bem servida de goleiros e a expectativa é alta”, afirmou.
O Brasil enfrenta nas próximas rodadas de Eliminatórias o Uruguai e o Paraguai. A Celeste será a adversária nesta quinta-feira no estádio Centenário. Alisson ressaltou que é sempre difícil e minimizou a ausência de Luís Suárez, suspenso.
“Jogar lá sempre é difícil, a história fala por si só. O Suárez é um dos principais atacantes do futebol mundial, mas temos de estar atentos aos detalhes, sobretudo ao nosso jogo. Será uma pressão grande, o fato de ser um jogo entre o primeiro e o segundo colocado aumenta um pouco a rivalidade, mas contamos com jogadores experientes e acostumados a esse tipo de situação”, projetou o goleiro.
Na reserva, Alisson deixa aberta possibilidade de sair da Roma
Goleiro garantiu estar com ritmo para defender a Seleção Brasileira