Diante de um adversário mais organizado que o Gabão, o Brasil demorou um pouco a se encontrar no jogo. Mas nem a iniciativa e nem o apoio da torcida – maioria no estádio torcia para o Egito – fez com que os adversários brasileiros conseguissem furar a defesa. Apenas atrasaram a artilharia verde e amarela, que apresentou seu cartão de visitas aos 26, quando Hulk dominou bonito e soltou a bomba da entrada da área. Passou perto.
Alex Sandro, cinco minutos depois, acertou o alvo. Porém, o goleiro Ahmed El Shenawy acertou o canto e fez boa defesa depois que o lateral brasileiro se livrou da marcação, invadiu a área e concluiu. Aos 38, contudo, ele não alcançou. Hulk correu pela ponta direita e cruzou. A bola passou pelos egípcios e encontrou o pé de Jonas, quase sob o travessão. Ele só encostou e correu para o abraço, comemorando seu primeiro gol.
E o primeiro gol na Seleção inspirou Jonas. Com 41 segundos do segundo tempo, ele quase marcou o segundo. Com a camisa 9 às costas, ele correu pela direita, passou pelo goleiro e tocou. Antes da bola entrar, porém, Hegazy deu um carrinho certeiro e tornou-se herói.
Mas o Brasil cresceu. E aos 13 chegou lá de novo. Outra vez com Jonas, que estava – de novo – no lugar certo. Dessa vez, o ex-gremista aproveitou o rebote do goleiro depois da cabeçada de Fernandinho: 2 a 0, placar que se manteve até o final da partida, pois, apesar do esforço, faltou mira a Hulk no ataque. Na defesa, Diego Alves novamente se mostrou seguro quando acionado, como aos 36, quando o chute de Salah desviou e quase se transformou em gol.