Seleção Brasileira

Preparador do Brasil mescla modelo alemão e holandês

Fábio Mahseredjian afirmou que calendário europeu favorece evolução da Seleção

Preparador da Seleção mescla modelo da Alemanha e da Holanda
Preparador da Seleção mescla modelo da Alemanha e da Holanda Foto : Lucas Uebel / Flickr Grêmio / Divulgação / CP
A Alemanha virou sinônimo do que é de mais moderno no futebol. A inspiração não fica restrita à evolução do jeito de atuar, mas também ajuda a melhorar a maneira de se preparar para uma grande competição. A parte física da Seleção Brasileira buscará o exemplo usado pelos alemães. O preparador Mark Verstegen que iniciou o trabalho com Jurgen Klinsmann tem como seguidor Fábio Mahseredjian, novo comandante da preparação física do Brasil.

Não é apenas Verstegen que foca em potência e força, claro. O trabalho feito na Holanda, com foco em treinamentos funcionais, também está no rol de conceitos colocados em prática pelo preparador físico do Grêmio. Mas o comandante do trabalho feito na Alemanha com Klinsmann e que seguiu com o treinador na seleção de futebol americana foi o citado por Mahseredjian a coletiva.

"A seleção da Alemanha segue a linha da seleção americana, com o Mark Verstegen, um americano que começou com o Klinsmann. A seleção holandesa segue a conduta, que é um pouco parecida com a minha, com treinamentos funcionais, na evolução de potência muscular, de estabilização. Eu vou nessa linha deles", avaliou o preparador físico.

Mahseredjian esteve no trabalho com Dunga a partir de 2006, juntamente com Paulo Paixão. Saiu em 2012 da CBF, próximo da saída de Mano, quando Felipão retornou ao comando e Paixão foi o preparador escolhido. O agora selecionável afirma que o trabalho mais complicado acontece quando há competições, como no caso do ano que vem, com a Copa América. Em amistosos, que serão os compromissos do segundo semestre de 2014, o objetivo passa a ser diminuir o desgaste pelas viagens.

Questionado sobre os métodos de trabalho no Brasil e fora do país, o preparador afirmou que a pré-temporada curta muda todo o planejamento dos profissionais brasileiros e complicam uma comparação. "Como não trabalhei fora, observo de longe o que acontece lá. Nos times europeus, na Inglaterra e na Alemanha principalmente, os preparadores atuam na pré-temporada e não atuam mais. Tem um calendário mais plausível que o nosso. Lá se tem um mês e meio de pré-temporada, enquanto que aqui são 15 dias. É praticamente impossível de estabelecer evolução de qualidades em 15 dias", explicou.

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