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A pressão já faz parte da rotina do técnico Mano Menezes, que ainda não encontrou o time ideal. Na partida de hoje, ele só poderá contar com jogadores que atuam no Brasil. Jogadores que antes não eram aproveitados como Fábio Santos, Arouca e Thiago Neves terão uma nova chance de mostrar serviço. A Seleção está em vantagem no Superclássico depois da vitória de 2 a 1 no Serra Dourada.
O time que entrará em campo terá uma formação um pouco diferenciada. Ao invés dos três atacantes, Mano investiu na segurança para defesa e promoveu a inclusão de um trio de volantes: Ralf, Arouca e Paulinho. Preterido no jogo de ida, em Goiânia, o centroavante Leandro Damião, artilheiro do Brasil nos Jogos Olímpicos, deve ser reserva e dará lugar a Lucas, o novo parceiro de Neymar.
Mano afirmou que sempre é bom vencer os rivais. "A vitória não vai resolver os nossos problemas, mas é ótimo vencer um rival tradicional. Para esse grupo, vai significar um aumento de confiança", disse. Para o treinador da Seleção, a estratégia é tentar segurar o ímpeto argentino e sair em velocidade no contra-ataque.
Argentina elogia ataque brasileiro
Apesar das reclamações constantes quanto à rispidez com que Neymar é marcado no Brasil, principalmente por parte do técnico do Santos, Muricy Ramalho, o treinador da Argentina, Alejandro Sabella – que vai tentar montar uma estratégia para parar o atacante no Superclássico das Américas desta quarta-feira – considera a perseguição em campo como algo inerente ao desempenho do jogador.
"É normal um jogador como ele levar tantas “patadas”. Se jogasse na Argentina seria da mesma forma. Todo jogador com grande capacidade sofre com esse tipo de problema", afirmou Sabella, em Resistencia, palco da partida desta noite. O treinador ainda elogiou a qualidade dos homens de frente do Brasil. "Eles desequilibram em qualquer tamanho de gramado", disse referindo-se também a Lucas e Damião.
Por fim Sabella ressaltou que a tarefa argentina não será simples, pois a economia brasileira permite segurar os craques no país. "Neymar joga no Brasil, Lucas vale o que vale, e Damião rechaçou propostas da Europa. São jogadores que não estão na Europa por diversas situações que fizeram o Brasil ter uma liga poderosa", finalizou.
Superclássico das Américas
Argentina
Ustari; Desabato, Sebá Dominguez e Lisandro Lopez (Montillo); Peruzzi, Maxi Rodriguez, Braña, Guiñazu e Clemente Rodriguez; Martinez e Barcos. Técnico: Alejandro Sabella.
Brasil
Jefferson; Lucas Marques, Dedé, Réver e Fabio Santos; Ralf, Arouca, Paulinho e Thiago Neves; Lucas e Neymar. Técnico: Mano Menezes.
Local: estádio Centenário, em Resistencia.
Arbitragem: Enrique Osses, com Francisco Mondria e Carlos Astroza (trio do Chile).