A Seleção Feminina perdeu para os Estados Unidos por 1 a 0 nesta terça-feira, diante de 55 mil torcedores em Fortaleza. A derrota, no entanto, não veio sem polêmicas. A equipe brasileira não conseguiu segurar a frustração crescente com a arbitragem ao longo da partida, que resultou na expulsão de quatro jogadoras e quatro membros da comissão, incluindo o técnico Arthur Elias.
Após a partida, o treinador criticou duramente a arbitragem. “O jogo foi condicionado o tempo inteiro pela arbitragem, foi o jogo em que fui mais desrespeitado na minha vida por um trio de arbitragem, especialmente pela auxiliar e pela árbitra. A Seleção Brasileira foi desrespeitada”, afirmou. “O comportamento de deboche foi o pior que vi em 20 anos de carreira.”
Comunicação e a arbitragem estrangeira
Na visão do técnico, a quarta árbitra, que era brasileira, não conseguia se comunicar direito com as espanholas. “Não estavam nem aí pra ela”, disse. “Isso foi nesse jogo e no jogo anterior. Não é normal o que aconteceu hoje.”
“Não digo que isso impactou no resultado, os Estados Unidos fizeram um grande jogo. Mas, se fosse a regra nova da Copa, haveria várias inversões de lances. A expulsão da Bia [Zaneratto] foi lamentável e o VAR não checou situações de pisão. Elas jogaram e mereceram, mas foram ajudadas.”
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Xenofobia e preconceito
Questionado sobre uma fala de Emma Hayes, técnica da seleção estadunidense, que disse ter ficado orgulhosa pelas americanas não terem “caído em provocações”, o técnico brasileiro discordou. “A Emma é ótima, mas depois que ganha ela traz essas falas. Elas provocaram muito mais do que a gente. Não foi mental, foi preconceito. Para mim, isso é reflexo de uma xenofobia que sofremos.”
O treinador relembrou os jogos do Brasil nos Jogos Olímpicos de 2024, que tiveram longos períodos de acréscimos, principalmente quando a Seleção Feminina estava melhor que as equipes favoritas. “Garanto que há preconceito e xenofobia. A Seleção Feminina já foi prejudicada claramente outras vezes e agora temos VAR. Na Olimpíada, quando o Brasil vencia equipes europeias, os acréscimos eram muito maiores. No segundo tempo de hoje, houve apenas 16 minutos de bola em jogo.”
Entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, o Brasil será sede da Copa do Mundo Feminina. O torneio será disputado em oito capitais brasileiras, incluindo Porto Alegre.