O Brasil, até os 25 minutos no primeiro tempo, foi totalmente envolvido. Neymar e Oscar viveram de lampejos. A Argentina chutou pelo menos sete vezes com algum perigo e teve um pênalti claro de Miranda que não foi marcado. Em um lance fortuito, após uma falha infantil da marcação da Argentina, o Brasil abriu o placar com Diego Tardelli, aos 27 minutos, no primeiro ataque.
O Brasil poderia ter levado três gols nos primeiros minutos. O primeiro poderia ter saído logo aos 12 segundos, quando na saída de bola, Agüero apareceu livre nas costas da zaga e chutou para fora. Mas ainda assim foi o Brasil que aproveitou a primeira grande falha rival para abrir frente e fazer o jogo começar a mudar. Foi o primeiro gol de Tardelli com a camisa do Brasil.
Com a vantagem, Neymar teve um pouco mais de espaço e, aos 31 minutos, fez uma jogada antológica, driblando dois rivais como se eles fossem crianças e, infelizmente, chutou mal. Mas o Brasil, naquela altura, já equilibrava o jogo.
Mas nada era fácil. O juiz viu pênalti de Danilo em Di Maria aos 39 minutos. Na cobrança de Messi, Jefferson fez grande defesa e manteve o Brasil com a vitória parcial.
Esse lance fez o Brasil se acertar de vez. Até o fim do primeiro tempo, a defesa passou a demonstrar confiança, conseguindo anular as infiltrações dos argentinos.
No segundo tempo, Dunga mostrou exatamente o que o Brasil deveria fazer. Muito bem postado e com os mesmos jogadores, o Brasil foi soberano diante de uma Argentina ineficaz e que abusou dos lances ríspidos, principalmente em cima de Neymar. Oscar e Willian passaram a valorizar a posse de bola, a defesa se ajustou, a ponto de Filipe Luís aparecer muitas vezes no ataque, o que inexistiu no primeiro tempo.
Com isso o Brasil ampliou merecidamente o placar, quando Oscar bateu um escanteio que teve uma raspada de David Luiz e Diego Tardelli apareceu num peixinho que Romero não conseguiu segurar.
O Brasil mostrou postura. Não levou gol quando estava mal. Foi cirúrgico quando teve a chance, mostrou qualidade e arte em alguns lances, envolveu a Argentina na etapa final. Neste centésimo clássico, neste terceiro jogo da Era Dunga, o Brasil, no segundo tempo, mostrou um futebol que impõe respeito. E é tricampeão do Superclássico. Do time que estava em campo, Neymar, Danilo e Jefferson participaram das outras conquistas. E o Brasil fecha os 100 primeiros jogos da história do duelo com boa vantagem: 40 a 36.