Confira o histórico de Felipão na Seleção
O discurso de Felipão foi ampliado por Parreira, que destacou a necessidade da Seleção atuar no Brasil. "A Seleção precisa atuar em casa e precisa se sentir amparada pela população. Temos que fazer com que o torcedor se sinta orgulhoso da nossa equipe", afirmou. "Eu me lembro do jogo decisivo de 1993 contra o Uruguai. O clima que se criou em torno da partida e as 120 mil pessoas que foram ao Maracanã nos motivaram muito, até antes do confronto. Jogamos uma das melhores partidas da história do Brasil. O Uruguai não chutou uma bola no gol", recordou.
Para Felipão, não existe pressão ao assumir a Seleção Brasileira. Segundo ele, existia um temor maior em 2001, época em que o Brasil lutava para se classificar ao Mundial de 2002. "Eu me sinto motivado, mais jovem e pronto. Conversei com a família e até com jornalistas do Sul, que me deram apoio neste novo desafio", relatou.
Felipão se apressou em dizer, durante a entrevista coletiva, que não irá desconsiderar a base criada por Mano Menezes. "Não iremos recomeçar do zero. Eventualmente, um outro nome podem mudar. Vamos pegar essa base e analisar alguns itens que podem ser acrescentados", explicou.
Método de 2001
Sincero e disciplinador, Felipão já revelou a cartilha que irá imperar durante o seu comando. "Lembrem de 2001, 2002. Não vou falar de jogadores que não foram convocados. Vocês (jornalistas) podem até não gostar, mas era assim lá atrás", argumentou.
Felipão se declarou mil vezes feliz com o convite da CBF a Carlos Alberto Parreira. "Estou felicíssimo com a presença dele, porque é uma pessoa com quem eu posso trocar ideias. Ele pode até ter um pensamento contrário ao meu, mas nós vamos discutir tudo", disse.
Comissão técnica
Depois da definição dos dois principais nomes, começa a formação da nova comissão técnica da Seleção. Felipão já adiantou os primeiros escolhidos: o auxiliar Flávio "Murtosa" Teixeira, com quem trabalha quase a carreira inteira, e o preparador físico Paulo Paixão. Também adiantou que gostaria de contar novamente com a psicóloga Regina Brandão.
"O Murtosa também volta. É meu auxiliar numero 1. Está sempre comigo. Os outros nomes a gente vai discutir ainda. Murtosa já está incluído no pacote", anunciou Felipão, ressaltando que o nome de Paulo Paixão é uma "unanimidade" entre ele e Parreira. "Temos tempo para resolver essa situação (da comissão técnica)", completou o coordenador.