Seleção Brasileira

"Tenho convicção de uma Seleção Olímpica muito boa", diz Mano

Técnico destacou maturidade e competitividade do Brasil contra os titulares da Argentina

Técnico destacou maturidade e competitividade do Brasil contra os titulares da Argentina
Técnico destacou maturidade e competitividade do Brasil contra os titulares da Argentina Foto : Mehdi Taamalah/AFP/CP
Foi com ar vitorioso que o técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, deixou o Estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, apesar da derrota para a Argentina, neste sábado. Para cumprir o protocolo, o treinador disse estar aborrecido com o resultado, que considerou injusto, mas sua expressão dizia o contrário. "Saio daqui com a convicção de que temos uma Seleção olímpica muito boa", enfatizou.

Segundo o treinador, a partida deste sábado foi uma prova de que a equipe olímpica do Brasil tem potencial para conquistar a medalha de ouro nos Jogos de Londres, competição em que certamente não vai enfrentar um adversário com tanto talento quanto a Argentina. Traduzindo em miúdos: não vai enfrentar um adversário que tenha Messi.
 
"Com alguns pequenos ajustes, que serão feitos durante o período de treinos para os Jogos, faremos uma Olimpíada muito boa. O torcedor brasileiro pode sonhar com a conquista da medalha de ouro", projetou o técnico. "Agora nós temos um time", concordou o presidente da CBF, José Maria Marin, que, segundo consta, não via o trabalho de Mano com bons olhos.

A atuação firme contra os argentinos não surpreendeu o técnico, que na véspera do clássico confiava na maturidade dos seus jovens atletas. Ele contou, porém, sobre outra preocupação. "Como são jogadores jovens, sabia que havia o risco de eles se empolgarem demais. É difícil conter o ímpeto. E algumas vezes tivemos esse problema", avaliou.

Outro problema detectado foi o espaço exagerado dado a Messi em alguns lances. Por mais que tenha elogiado o genial argentino, Mano acredita que a seleção poderia ter feito melhor trabalho ao marcá-lo. "Quando o time adversário tem um jogador especial, em alguns casos é possível dar espaço a ele. No caso do Messi, nunca. E nós demos algumas vezes."


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