Este será o segundo Gre-Nal na carreira dele. O primeiro ocorreu no dia 30 de janeiro, em Rivera, pelo primeiro turno do Gauchão, entre equipes reservas, que o Grêmio venceu por 2 a 1.
"Quando eu iniciei o curso para ser árbitro, sempre imaginei fazer um clássico da nossa terra, que nos projeta para o resto do país", diz.
Márcio também apitou a decisão da Taça Piratini, quando o Grêmio bateu o Caxias nos pênaltis. A polêmica naquela partida foram os oito minutos de acréscimos dados por ele no segundo tempo. "Sempre vou dar os acréscimos necessários, não posso me omitir", garante.
O árbitro do Gre-Nal diz que não fará nenhuma recomendação especial aos dois capitães nos minutos que antecedem o clássico. "A gente conhece a característica dos atletas. Sempre peço que haja lealdade e confiança para que possamos trabalhar juntos e que tudo ocorra bem."
Márcio Chagas da Silva sabe, porém, que o Gre-Nal é diferente de qualquer outro jogo. "É um campeonato à parte, um jogo cheio de particularidades, o qual requer muita responsabilidade do árbitro. Nos primeiros 10 minutos é possível sentir a temperatura da partida e coibir uma outra situação para não perder o controle. Espero que o resultado do clássico não passe pela arbitragem."
Os auxiliares serão Altemir Hausmann e João Franco Filho.