A eliminação na Copa Sul-Americana, semana passada, teve um lado negativo e outro positivo para o São Paulo. Vendo pelo copo meio vazio, tratou-se da terceira queda do time em 2018 - Campeonato Paulista e Copa do Brasil foram as outras. Por outro lado, o Campeonato Brasileiro, que o clube lidera, virou não apenas o único foco da temporada como espécie de obsessão no Morumbi. "Não sei o que temos de diferente (em relação aos concorrentes), mas internamente há uma gana muito grande para conquistar o título", afirmou o goleiro Sidão. "Fomos eliminados na semifinal do Paulista, saímos da Copa do Brasil precocemente e perdemos agora na Sul-Americana. Então, nossa gana só aumenta para conquistar um título. No nosso grupo, desde a presidência até o porteiro, todo mundo quer ser campeão nesse ano", disse o titular.
O São Paulo volta a campo na quarta-feira, quando visita o Paraná no Durival de Britto, em Curitiba, às 19h30min. Os paranaenses são donos da pior campanha até o momento, com 14 pontos, 27 a menos do que o líder. O time dirigido pelo técnico Claudinei Oliveira marcou nove gols em todo o campeonato e sofreu 25. Sem lesionados nem suspensos, o uruguaio Diego Aguirre poderá escalar o que tem de melhor no elenco. Diante da Chapecoense, domingo, ele surpreendeu e poupou cinco titulares (Anderson Martins, Reinaldo, Hudson, Nenê e Rojas). Hudson e Nenê entraram no segundo tempo.
Agora, a tendência é que o treinador utilize todos os principais jogadores desde o início da partida. "Foi um jogo difícil. Nós tentamos fazer um planejamento, que não é de agora, pois sabíamos que teríamos uma sequência de jogos grandes", explicou o treinador. Ele já havia feito algo parecido no meio de semana, contra o Colón, pela Copa Sul-Americana, quando deixou fora seis titulares (Sidão, Bruno Peres, Arboleda, Jucilei, Everton e Diego Souza). Ganhou a partida, mas foi eliminado na disputa de pênaltis. Com isso, ele descansou boa parte do seu elenco.
"Planejamos entre a comissão técnica, mas também falamos com os fisiologistas e tentamos tomar uma decisão em conjunto. Eu acredito que é melhor fazermos umas trocas em alguns momentos, porque tem o risco de machucar, e o rendimento pode cair também. Às vezes são riscos que não dão certo, mas eu tento fazer. A vitória me dá razão, e uma derrota teria sido criticada, futebol é assim", disse.
O treinador enalteceu o trabalho de sua defesa, que tem se mostrado forte mesmo com alterações. "A solidez defensiva é uma de nossas armas. Arboleda e Bruno Alves jogaram muito bem. Anderson Martins quando joga, vai bem. Eu valorizo todos. Eu troco os zagueiros e ninguém percebe. Faz parte de um planejamento, quando se tem um nível bom de jogadores, quando posso trocar e eles estão sempre ao máximo."
Sidão vê São Paulo focado na briga pelo título: "Até o porteiro"
Time volta a campo na quarta contra o Paraná