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Skatista gaúcho disputa mundial de downhill na República Tcheca

Tiago Mohr foi vice campeão sul-americano em 2017

Tiago Mohr foi vice campeão sul-americano em 2017
Tiago Mohr foi vice campeão sul-americano em 2017 Foto : Luísa Ferreira / Divulgação / CP
O porto-alegrense Tiago Mohr é um dos cinco representantes brasileiros e o único gaúcho na categoria principal da terceira etapa do campeonato mundial de loangboard downhill, modalidade conhecida como a fórmula 1 do skate devido à alta velocidade em que os atletas andam ladeira abaixo. A competição ocorre até sábado, dia 21, em Kozacov, na República Tcheca, e conta com a participação de 250 skatista de diversos países.

Além da comparação pela velocidade, os moldes do campeonato mundial de downhill também se assemelham aos da Fórmula 1. São diversas corridas pelo mundo, nas quais os skatistas somam pontos para decidir quem é o campeão no final do ano. Em 2018, são sete etapas. As duas primeiras foram realizadas na Austrália e na Coreia do Sul, já as próximas, além desta na República Tcheca, ocorrem na Itália, nos Estados Unidos, no Peru e no Brasil.

“O dowhill é um esporte muito fácil de se entender. Normalmente, os eventos têm de três a quatro dias. O primeiro é reconhecimento de pista, o segundo são tomadas de tempo para montar o chaveamento de quatro atletas por bateria. Assim, o primeiro tempo corre contra o último. O último dia é o mais importante. São as corridas em que descemos em quatro pessoas e a cada bateria são eliminados dois atletas e outros dois avançam até fechar os últimos quatro no chaveamento”, explica o skatista de Porto Alegre.

Para quem o esporte não é tão popular, a velocidade impressiona. No recorde da modalidade, um skatista chegou a cerca de 140 quilômetros por hora descendo uma ladeira. As corridas que ocorrerão na República Tcheca, não são tão rápidas, mas, mesmo assim, chamam a atenção. De acordo com Tiago Mohr, os skatistas chegam a aproximadamente 90 quilômetros por hora. E a dificuldade do esporte não fica apenas em se manter sobre o skate nessa descida acelerada, mas em conseguir bancar as viagens e os equipamentos para competir.

Com a ajuda de patrocinadores, o porto-alegrense já conseguiu participar da etapa da Coreia do Sul. Na próxima semana, entre os incentivos, recebeu de uma empresa da Capital um pacote de internet para que possa postar tudo o que ocorrer e, assim, ajudar a popularizar o esporte. Todas as postagens poderão ser acompanhadas no Instagram @tiagomohr.

Mesmo com todo o apoio que teve até aqui, as dificuldades ainda são grandes para se manter em alto nível. Este ano, por exemplo, perdeu a etapa da Austrália e acredita que não vai conseguir ir aos Estados Unidos. O objetivo, porém, é conseguir estar presente nas etapas sul-americanas, que caracterizam um campeonato à parte. “No começo do ano eu estava bem focado para viajar o mundial inteiro, porém, o Bolsa Atleta foi cortado e acabou esse sonho. Tenho patrocinadores que estão me ajudando muito, mas o sul-americano vai ser bem apertado para mim”, afirma.

Para conseguir garantir a presença nas etapas da América do Sul, Tiago tem bolado um projeto que deve garantir apoio para ele e para crianças em situação de vulnerabilidade social. A ideia é conseguir fazer com que empresas garantam sua ida em centros comunitários para falar sobre sua trajetória e incentivar que outros jovens conheçam o esporte e superar suas dificuldades.

A iniciativa já vem sendo feita pelo skatista, que se mostra um exemplo de superação. Ele costumava ser atendido Centro Social Marista da Juventude, da Vila  Nova. Depois de conhecer o longboard dowhill, em 2010, ele já participou de diversas competições. Em 2015, foi vice-campeão sul-americano e, no ano seguinte, campeão brasileiro, tornando-se profissional. Em 2017, foi novamente vice do sul-americano e primeiro do brasileiro.