Lucas Pinheiro Braathen conquistou um feito inédito neste sábado ao conquistar a primeira medalha de ouro da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno. E a conquista ocorreu no Slalom Gigante.
Diferente do Slalom Tradicional, focado em agilidade curta, e do Downhill, voltado à velocidade pura, o Slalom Gigante (GS) é definido pela fluidez. O objetivo é contornar portões em zigue-zague buscando a trajetória mais curta e rápida. Com velocidades que superam os 80 km/h, a modalidade exige técnica apurada para manter a pressão nas bordas dos esquis sem perder aderência no gelo.
Percurso e dinâmica das duas descidas
A competição ocorre em duas baterias
realizadas no mesmo dia, geralmente em traçados distintos na mesma pista. O desnível vertical varia entre 250m e 450m, com portões sinalizados por bandeiras azuis e vermelhas alternadas.
- Primeira descida: Define a classificação inicial.
- Segunda descida: Apenas os 30 melhores avançam.
- Inversão de ordem: Para garantir drama e isonomia — já que a neve se deteriora —, os qualificados descem em ordem inversa. O líder da primeira fase é o último a largar na final.
Regras de desclassificação
- Contorno obrigatório: O esquiador deve passar com as pontas de ambos os esquis e os pés pelo lado correto do portão. Se perder um portão ou "cavalgar" a haste, está fora.
- Falsa partida: O atleta tem uma janela de tempo para sair após o sinal sonoro; falhas no timing resultam em punição.
Equipamento e especificidades
O equipamento no Slalom Gigante é altamente regulamentado para garantir a segurança e a competitividade:
- Esquis: São mais longos que os de Slalom, mas com mais "curvatura" (sidecut) que os de Downhill, facilitando as curvas fechadas em alta velocidade.
- Capacetes: O uso de capacetes rígidos é obrigatório.
- Proteções: É comum o uso de proteções nos braços e canelas, já que os atletas frequentemente atingem as hastes dos portões para manter a linha mais reta possível.