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Slalom Gigante: entenda as regras do esporte que deu ouro ao Brasil nos Jogos de Inverno

Lucas Pinheiro Braathen conquista feito inédito para o Brasil, garantindo o primeiro ouro na modalidade em prova neste sábado em Milão-Cortina

Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha de ouro da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno
Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha de ouro da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Foto : FABRICE COFFRINI / AFP

Lucas Pinheiro Braathen conquistou um feito inédito neste sábado ao conquistar a primeira medalha de ouro da história do Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno. E a conquista ocorreu no Slalom Gigante.

Diferente do Slalom Tradicional, focado em agilidade curta, e do Downhill, voltado à velocidade pura, o Slalom Gigante (GS) é definido pela fluidez. O objetivo é contornar portões em zigue-zague buscando a trajetória mais curta e rápida. Com velocidades que superam os 80 km/h, a modalidade exige técnica apurada para manter a pressão nas bordas dos esquis sem perder aderência no gelo.

Percurso e dinâmica das duas descidas

A competição ocorre em duas baterias
realizadas no mesmo dia, geralmente em traçados distintos na mesma pista. O desnível vertical varia entre 250m e 450m, com portões sinalizados por bandeiras azuis e vermelhas alternadas.

  • Primeira descida: Define a classificação inicial.
  • Segunda descida: Apenas os 30 melhores avançam.
  • Inversão de ordem: Para garantir drama e isonomia — já que a neve se deteriora —, os qualificados descem em ordem inversa. O líder da primeira fase é o último a largar na final.

Regras de desclassificação

  • Contorno obrigatório: O esquiador deve passar com as pontas de ambos os esquis e os pés pelo lado correto do portão. Se perder um portão ou "cavalgar" a haste, está fora.
  • Falsa partida: O atleta tem uma janela de tempo para sair após o sinal sonoro; falhas no timing resultam em punição.

Equipamento e especificidades

O equipamento no Slalom Gigante é altamente regulamentado para garantir a segurança e a competitividade:

  • Esquis: São mais longos que os de Slalom, mas com mais "curvatura" (sidecut) que os de Downhill, facilitando as curvas fechadas em alta velocidade.
  • Capacetes: O uso de capacetes rígidos é obrigatório.
  • Proteções: É comum o uso de proteções nos braços e canelas, já que os atletas frequentemente atingem as hastes dos portões para manter a linha mais reta possível.

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